
Entre os usuários do programa Bolsa Família, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 62% das intenções de voto contra 27% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo a mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (21).
Na comparação com a pesquisa anterior do mesmo instituto, divulgada em 14 de outubro, Lula, que tinha 60%, subiu dois pontos percentuais. Por sua vez, Flávio, que aparecia com 31%, caiu quatro.
Os que dizem votar em branco, anular ou que não votarão somam 9% e os indecisos são 2% agora — antes, esses índices eram de, respectivamente, 8% e 1%.
Nesse universo de beneficiários, 63% temem mais a eleição de Flávio (eram 58% há sete dias) e 23% dizem ter mais medo da reeleição de Lula (antes, eram 29%). Os que dizem recear ambos foi de 3% para 7% e os que dizem não temer nenhum saíram de 5% para 3%. Já os que não sabem ou não responderam eram 5% e passaram para 4%.
No caso da rejeição entre quem recebe o Bolsa Família, 68% afirmam que não votariam no candidato do PL. O índice é de 27% em relação ao presidente.
Mesmo sendo referência mundial de combate à pobreza e à fome, o Bolsa Família é alvo de ataques por lideranças políticas e setores sociais de direita e elitistas desde que foi criado por Lula em seu primeiro mandato, em 2003.
No caso de Flávio Bolsonaro, em mais de uma ocasião ele menosprezou o benefício e os seus usuários, chamando o programa de “bolsa farelo”. Recentemente, devido às eleições, Flávio resolveu apagar postagens com esse teor de suas redes.
Sabendo que sua defesa do programa não cola, Flávio e integrantes de sua equipe têm tentado vender a imagem de que, se eleito, ele manterá o Bolsa Família. Mas, considerando sua posição histórica e seu discurso de cortes nas despesas públicas, esse e outros benefícios e políticas sociais não estão garantidos.
Pessoas atendidas
Atualmente, 19,3 milhões de pessoas recebem o Bolsa Família. Após correção inflacionária, que passou a vigorar em outubro, o valor base ficou em R$ 691.
Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 58 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança.
O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 58 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 173, a famílias com crianças de até 6 anos. Assim, valor médio pago é de R$ 782,92.
Há, ainda, o pagamento da regra de proteção, que permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até um ano, desde que cada integrante ganhe o equivalente a até meio salário mínimo.
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