
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou nesta terça-feira (3), durante a visita a Bionovis, indústria brasileira de biotecnologia, o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) para garantir dignidade a milhões de brasileiros.
Responsável pela produção e comercialização de medicamentos biológicos de alta complexidade no país, a fábrica em Valinhos (SP) faz parte de um grupo que já entregou mais de 8,4 milhões de medicamentos ao SUS.
A empresa integra 13 Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), realizadas também com laboratórios públicos.
Segundo o Ministério da Saúde, desde 2023, mais de R$ 5,6 bilhões foram investidos a fim de garantir a produção nacional de medicamentos oncológicos e para doenças raras e autoimunes.
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“Criamos o SUS para atender a todos. Esse investimento garante a assistência aos pacientes com medicamentos produzidos aqui, no Brasil. Significa soberania na saúde e na tecnologia. Significa que o nosso país passa a ter a capacidade de fabricar algo que apenas quatro países no mundo produzem. Estamos trabalhando para garantir dignidade e respeito aos 212 milhões de brasileiras e brasileiros, homens e mulheres que têm direito a um tratamento digno, humano e igualitário”, disse Lula na fábrica.
O presidente afirma que, ao criar o SUS na Constituição de 1988, o Brasil foi o primeiro país com mais de 100 milhões de habitantes a ter um sistema único de saúde.
“Nós fomos tripudiados por pessoas que não acreditavam e achavam que não iria para frente. O SUS apanhou muito, mas foi durante o período da Covid-19 que vimos o quanto necessitamos dos remédios e médicos dele”, lembra.
“90% do povo brasileiro ganha até R$ 5 mil por mês. Significa que 90% do povo brasileiro, se não existisse o SUS, não poderia comprar esse remédio”, explica o presidente ao mostrar a caixa de um medicamento que custa R$ 4 mil.
“Parece que tem ouro aqui dentro. Mas isso aqui tem vida, que é mais importante do que o ouro”, completa.
Lula também ressalta o papel do Estado como indutor do desenvolvimento, proporcionando tratamento de saúde de alta tecnologia para todos os brasileiros.
“É importante que as pessoas compreendam o papel do Estado. O Estado não tem que ser o produtor. Ele não tem que ter a fábrica. O que ele tem é que ser o indutor. O que ele tem é que criar política de crédito, financiamento e ajudar na produção. Porque quando beneficia as pessoas, todo mundo ganha. E a gente salva vida”, diz.
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