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Lula destina R$ 825 milhões para combate ao desmatamento

Para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, que acontece na próxima quinta-feira (5), o presidente Lula anunciou a destinação de R$ 825,7 milhões para projeto de combate ao desmatamento ilegal e assinou os decretos que criam três Unidades de Conservação (UCs) federais, nesta terça (3).

O ato, que contou com a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, foi antecipado, uma vez que o presidente Lula viaja à França, onde cumpre uma agenda de Estado e será homenageado.

Mas antes de viajar, Lula anunciou o que é considerado o “maior apoio financeiro já realizado na história do Fundo Amazônia”. De acordo com o governo, são R$ 825,7 milhões que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) receberá para executar seu projeto de proteção ambiental Fortfisc (Fortalecimento da Fiscalização Ambiental para o Controle do Desmatamento Ilegal na Amazônia).

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Os presidentes do Bndes (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, e do Ibama, Rodrigo Agostinho, estiveram no Palácio do Planalto. O banco é o gestor do fundo.

Agora, com prazo de execução de 60 meses, o Fortfisc terá recursos para investir em tecnologias e infraestrutura, como:

  • helicópteros de grande porte com proteção balística;
  • drones de alta tecnologia;
  • construção de bases aéreas e helipontos na floresta;
  • instalação de centro de treinamento, bases móveis e de fiscalização;
  • sistemas digitais para monitoramento e aplicação de sanções;
  • inteligência artificial para autuação remota.
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Unidades de Conservação

As três novas Unidades de Conservação (UCs) foram propostas pelo Ministério do Meio Ambiente junto ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), são elas: Foz do Rio Doce, no Espírito Santo; e Faxinal São Roquinho e Faxinal Bom Retiro, no Paraná.

Além da proteção de espécies ameaçadas e da promoção do desenvolvimento sustentável a Área de Proteção Ambiental (APA) da Foz do Rio Doce, no Espírito Santo, traz consigo grande importância socioambiental, pois é parte do acordo judicial referente ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.  A unidade abrange a Foz do Rio Doce no litoral capixaba.

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Segundo o MMA, a APA da Foz do Rio Doce tem 45.417 hectares e fica entre os municípios de Linhares e Aracruz. O local tem significativa importância ecológica, sendo que reúne uma rica biodiversidade com dezenas de espécies, que inclui algumas ameaçadas, como o mero, a toninha, a tartaruga-de-couro e a tartaruga-cabeçuda.

Já as duas Reservas de Desenvolvimento Sustentável no município de Pinhão, no Paraná, Faxinal São Roquinho (1.231,50 hectares) e Faxinal Bom Retiro (1.576,54 hectares), têm como principal objetivo a proteção das florestas de araucárias, além de permitir que a população da área aperfeiçoe as técnicas de manejo ambiental.

Foto: Ricardo Stuckert / PR
Foto: Ricardo Stuckert / PR

De forma complementar, o presidente assinou um decreto que consolida os limites do Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange, na Serra do Mar, no Paraná. Com isso, o governo resolve a pendência que perdura desde a implementação dessa unidade de conservação, que data de 2001, e permite a elaboração de um plano de manejo para o Parque Nacional.

Por fim, também houve a assinatura do decreto que amplia o programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) para os locais com uso sustentável, o que permite maior apoio às comunidades presentes em 60 UCs. Com foco na geração de emprego e renda, a ideia é implementar o Arpa Comunidades como forma de atender a quase 130 mil pessoas à medida que se protege 23 milhões de hectares de floresta amazônica.

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