
À véspera da votação, outro levantamento reafirma a força do projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que chega ao dia da eleição liderando a corrida presencial em todos os recortes de primeiro turno. Na última pesquisa Quaest antes do pleito, divulgada na noite deste sábado (3), encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Globo, Lula aparece na frente de Flávio Bolsonaro (PL) nos votos válidos, na intenção de voto estimulada e no levantamento espontâneo.
Nos votos válidos, Lula soma 46%, enquanto o adversário registra 45%. Juntos, os dois nomes concentram 91% da preferência do eleitorado, evidenciando a polarização do cenário político nacional. Na sequência, Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Caiado (PSD) somam 3% cada.
A dianteira de Lula se reflete também nos votos totais da pesquisa estimulada, na qual o presidente lidera com 40% contra 38% do candidato da extrema direita. Em relação ao levantamento anterior do próprio instituto, Lula subiu um ponto (de 39% para 40%), demonstrando a solidez e a resiliência do projeto em defesa da democracia e da soberania.
O engajamento do eleitorado progressista fica ainda mais evidente na pesquisa espontânea, indicador chave da convicção e da disposição do eleitor em ir às urnas, onde a vantagem de Lula é de três pontos:
- Lula (PT): 35% (cresceu 4 pontos em relação aos 31% da rodada anterior)
- Flávio Bolsonaro (PL): 32% (subiu de 27%)
- Indecisos: caíram drasticamente de 31% para 17%
A alta definição do eleitorado reforça a mobilização em torno do atual governo: entre os entrevistados que já escolheram um candidato, 87% garantem que a decisão é definitiva.
Mobilização para o segundo turno
Na simulação de confronto direto no segundo turno em votos totais, o cenário aponta um equilíbrio acirrado, com 44% para o adversário e 42% para Lula. A movimentação é explicada em grande parte pela transferência de votos das candidaturas de centro direita: entre os eleitores de Ronaldo Caiado (3% do total), 43% migram para Flávio Bolsonaro, 19% escolhem Lula, 36% optam por branco, nulo ou abstenção e 2% ficam indecisos. Do eleitorado de Renan Santos (3%), 60% declaram voto no senador, 11% no presidente, 27% em branco/nulo/não voto e 2% seguem indecisos. Já entre os apoiadores de Augusto Cury, 34% migram para Flávio, 23% para Lula e 41% preferem voto branco ou nulo, com 2% de indecisos.
Para o cálculo dos votos válidos, a Quaest adota a metodologia de eleitor propenso a votar, combinando a intenção declarada com a probabilidade real de comparecimento no domingo. Com a margem de erro de dois pontos percentuais, a projeção aponta para a realização de um segundo turno entre as duas principais forças do país.
Consolidação do voto e nível de fidelidade
A pesquisa também detalha o grau de convicção dos eleitores de cada candidatura. A base de apoio ao presidente Lula apresenta o maior índice de fidelidade da disputa: 92% de seus eleitores afirmam que a decisão de voto é definitiva e apenas 8% admitem que podem mudar. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 89% consideram a escolha definitiva, enquanto 11% ainda aceitam rever a opção.
Nas demais candidaturas, a margem para viradas de última hora é sensivelmente maior. Entre os eleitores de Caiado, 75% dizem que o voto é definitivo e 25% podem mudar; com Augusto Cury, 68% têm certeza da escolha, 29% dizem que podem alterar e 3% não souberam responder; e no eleitorado de Renan Santos, 66% cravam decisão definitiva, ao passo que 34% admitem mudar de nome. Entre os que declaram voto em branco ou nulo no momento, 70% estão decididos e 29% afirmam que ainda podem optar por um candidato.
Sentimento do eleitorado e avaliação do governo
No quesito emocional sobre os rumos do país, o levantamento mediu a percepção de medo entre os entrevistados. O temor da reeleição de Lula soma 43% (mesmo patamar da pesquisa anterior), enquanto a apreensão com a volta dos Bolsonaro registra 40% (ante 43% no levantamento anterior). Outros 7% afirmam ter medo de ambos os cenários (mantendo os 7% anteriores), 5% declaram não ter medo de nenhum dos lados (eram 3%) e 5% não souberam ou não responderam (eram 4%).
Por fim, o levantamento traz a percepção do público sobre a gestão federal. A aprovação do trabalho do presidente Lula registra 44% (frente a 46% na rodada anterior), contra 49% de desaprovação (mesmo índice do estudo anterior) e 7% que não souberam opinar (eram 5%). Na avaliação detalhada do governo, a classificação positiva atinge 33% (eram 34%), a regular se mantém em 23%, e a avaliação negativa figura em 42% (eram 41%), enquanto 2% não souberam responder. O quadro geral reforça a necessidade de contínua disputa de narrativas e mobilização popular no horizonte de segundo turno.
A pesquisa Quaest ouviu 3.702 eleitores entre a sexta-feira (2) e o sábado (3). O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02197/2026, com nível de confiança de 95%.
O post Lula lidera na véspera do 1º turno e chega ao dia da eleição na frente, também na Quaest apareceu primeiro em Vermelho.