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Lula provoca Trump e diz que vai mostrar como funciona o Pix: ‘faça um’

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (05/09) que pretende apresentar o funcionamento do Pix ao seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, caso se encontrem durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, prevista para o dia 22 de setembro. A declaração ocorre em meio à disputa comercial entre os dois países e às críticas norte-americanas ao sistema brasileiro de pagamentos.

Lula disse que quer explicar a Trump como funciona o sistema Pix e, na sequência, defendeu que o Brasil desenvolva tecnologias próprias para reduzir a dependência de outros países.

“O presidente dos Estados Unidos quer acabar com o Pix. Mas agora eu vou para a ONU, vou encontrar com o Trump e vou dizer para ele: Trump, faça um Pix que você vai ver o quanto será bom”.

O presidente citou a inteligência artificial e afirmou que o país precisa criar sistemas em português e ampliar a infraestrutura nacional de centros de processamento de dados.

A fala do candidato petista foi durante ato de campanha em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Recentemente, Lula e Trump se falaram por telefone em relação às negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Na ocasião, o mandatário brasileiro disse ao seu homólogo estadunidense que as alegações tarifárias sobre produtos brasileiros eram “infundadas”.

O governo Trump anunciou medidas tarifárias contra o Brasil com base uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Entre as justificativas apresentadas por Washington estavam questões relacionadas ao desmatamento, ao combate à corrupção, ao funcionamento do Pix, ao mercado de etanol e à suposta entrada de produtos associados ao trabalho forçado. Após a ligação, os países retomaram as conversas de negociações tarifárias.

Campanha em São Paulo

No mesmo ato no interior paulista, Lula criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e pediu aos eleitores que comparassem sua administração com a trajetória de Fernando Haddad, candidato do PT ao governo paulista.

O presidente citou a passagem de Haddad pela Prefeitura de São Paulo e pelos Ministérios da Educação e Fazenda e afirmou que Tarcísio não teria realizado obras relevantes no estado.

O evento reuniu cerca de 8 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar. Participaram também o vice-presidente Geraldo Alckmin e candidatos aliados nas eleições paulistas. Lula não citou o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro nem tratou, durante o comício, da crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ou das recentes revelações relacionadas ao Banco Master.

Antes do ato político, o presidente esteve em Barretos, onde visitou o Hospital de Amor. Em discurso na instituição, defendeu o Sistema Único de Saúde (SUS), lembrou a pandemia de covid-19 e criticou a disseminação de informações falsas sobre vacinas.

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