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Lula segue na liderança, segundo BTG/Nexus

Uma nova rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (3), mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a corrida presidencial no cenário estimulado de primeiro turno, registrando 41% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece na segunda posição, com 37%.

No levantamento estimulado de primeiro turno, a lista de pré-candidatos traz ainda Ronaldo Caiado (PSD) com 5%, Renan Santos (Missão) com 4% e Romeu Zema (Novo) com 3%. Os demais citados registram percentuais residuais, ao passo que votos brancos, nulos e eleitores indecisos chegam a 7%. Em relação ao levantamento feito entre 24 e 26 de julho pelo mesmo instituto, Lula oscilou de 42% para 41%, enquanto o senador do PL variou de 33% para 37%. Na modalidade espontânea, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, Lula registra 36% e Flávio marca 28%.

Nas simulações diretas de segundo turno contra outros nomes da oposição, o presidente Lula mantém a liderança em todos os cenários testados. Diante de Ronaldo Caiado, o resultado aponta 46% a 42%. Frente a Romeu Zema, a vantagem é de 46% contra 40%. No confronto com Renan Santos, o placar fica em 47% a 37%.

A avaliação do trabalho realizado pelo Governo Federal apresenta um cenário de estabilidade nas séries históricas da pesquisa. A aprovação da gestão atinge 47% dos entrevistados, enquanto a desaprovação fica em 48%. No detalhamento das notas, 37% classificam a administração como ótima ou boa, 18% a consideram regular e 43% avaliam a gestão pública como ruim ou péssima.

Os recortes demográficos do levantamento expõem as dinâmicas sociais e os recortes regionais do eleitorado nacional. O presidente Lula amplia sua vantagem de forma expressiva no segmento feminino: no primeiro turno, o petista soma 48% das intenções contra 29% do rival, placar que se amplia para 54% contra 37% no segundo turno. A aprovação da gestão pública também alcança maior patamar entre as mulheres, registrando 54%. Entre os homens, a preferência no primeiro turno indica 45% para Flávio e 34% para Lula.

A divisão socioeconômica e regional do país demonstra forte sustentação popular da candidatura governista nas faixas de renda mais baixas e no Nordeste. Entre os cidadãos que recebem até um salário mínimo, Lula lidera com 54% das intenções no primeiro turno, ante 26% de Flávio, e a aprovação do governo alcança 63% nessa parcela da população. Na faixa entre um e dois salários mínimos, o pré-candidato do PL registra 44% contra 37% do atual presidente.

Geograficamente, a liderança de Lula no Nordeste é marcada por 48% a 34% na etapa inicial do pleito, crescendo para 52% a 39% na projeção de segundo turno. O atual presidente também supera o adversário no Sudeste, acumulando 42% frente aos 35% de Flávio Bolsonaro, e no Norte/Centro-Oeste, onde o placar marca 40% a 34%. O eleitorado do Sul apresenta maior preferência pelo senador do PL, com 51% a 27% na primeira fase da disputa.

No aspecto religioso, Lula possui a preferência de 46% dos eleitores católicos e de 52% dos cidadãos que declaram não ter religião, grupo no qual atinge 60% no segundo turno. Entre o segmento evangélico, o pré-candidato oposicionista alcança 50% das intenções na primeira etapa e 59% na rodada decisiva.

Leia mais: Lula lidera intenções de voto para 2026 e aprovação do governo atinge 52%

A taxa de rejeição aponta um patamar idêntico para ambos os concorrentes principais, já que 49% dos eleitores declaram que não votariam em Lula nem em Flávio Bolsonaro em nenhuma hipótese. O grau de convicção da população permanece alto nesta fase pré-eleitoral, com 75% dos participantes afirmando que a decisão sobre o voto está consolidada e não sofrerá alterações até o dia da votação.Na simulação de segundo turno entre os dois nomes principais, o quadro aponta empate técnico, com o atual chefe do Executivo somando 46% das preferências contra 45% do opositor.

A sondagem foi promovida entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, ouvindo 2.002 eleitores com 16 anos ou mais, por meio de entrevistas por telefone em todas as regiões do país. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-02874/2026.

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