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Maioria vê alto risco de fake news impactarem eleição presidencial

A maioria dos eleitores considera alto o risco de impacto das notícias falsas nas eleições presidenciais deste ano e boa parte tem, na tevê aberta, um dos seus principais meios para o consumo de informações sobre a disputa. Estas são algumas das constatações feitas por pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (17) em relação à área da comunicação.

Questionados sobre qual o risco da circulação das fake news ameaçar ou influenciar o resultado das eleições, 37% responderam “muito alto” e 25% disseram ser “alto”, ficando em 62% o percentual dos que têm elevado nível de preocupação. Os que vêm risco baixo (6%), muito baixo (3%) ou nenhum (10%) somam 19%. Em seguida estão aqueles que acreditam que essa possibilidade é média, com 16%; 3% não sabiam/não responderam (NS/NR).

A preocupação é maior entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: ao todo, 68% percebem esse risco (41% o classificam como muito alto e 27% como alto), ante 52% dos eleitores de Flávio Bolsonaro (29% e 23%, respectivamente). Os lulistas que vêm risco mais baixo ficam em 18% e os bolsonaristas vão a 24%. Entre os eleitores de outros candidatos, a soma entre os dois graus de risco mais alto fica em 67% e os de risco mais baixo, 12%.

Segundo o levantamento, quando questionados sobre como se informam a respeito das eleições, 65% responderam tevê aberta; 61%, portais e páginas da internet; 58%, o Instagram; 50%, o WhatsApp e 47% o Youtube.

Outros meios vêm na sequência: jornais impressos/sites de jornais somam 43%; Facebook e rádio têm 38% cada, seguidos de TikTok e TV paga/fechada, com 34% cada e revistas/sites de revistas, com 21%. O X/Twitter e o Telegrama têm, respectivamente, 14% e 10%.

Com relação aos tipos de mídia mais utilizados para o consumo
de informações sobre as eleições, as redes sociais ficam com 77%, seguidas da tevê, 72%; internet, com 61%; mensageria, 52%; jornais e revistas, com 49%, e rádio com 38%.

A partir da análise desses dados, a pesquisa aponta para uma maioria de 40% de eleitores mais ou menos antenados; 22% são classificados como antenados, mesmo percentual dos pouco antenados. Os hiper-conectados somam 11% e os alienados, 6%.

Considerando o recorte por escolha entre os dois principais candidatos no cenário testado de segundo turno, os eleitores de Lula se informam mais por TV aberta, com 75%, ante 55% dos que preferem Flávio.

Em seguida estão os portais de internet: 60% dos eleitores de Lula os assinalaram como seus principais meios de informação eleitoral, ante 64% de Flávio. O Instagram vem na terceira posição com, respectivamente 54% e 65% e WhatsApp, 51% e 55%. Demais meios vêm na sequência.

Horário eleitoral e debates

Quando perguntados sobre se acompanhariam ou não o horário eleitoral gratuito em rádio e/ou televisão, a grande maioria, 68%, respondeu que sim. Destes, 44% disseram que só pela televisão, 19% por TV e rádio e 5% apenas pelo rádio. Outros 30% disseram que não vão acompanhar.

A maioria dos que responderam que vão acompanhar indicam voto em Lula. Somados os meios, eles são 77%, contra 22% que disseram que não vão acompanhar e 1% de não sabem/não responderam. Já entre os eleitores de Flávio, os que afirmaram que vão assistir somam 64%, ante 35% que responderam negativamente e 2% de NS/NR.

Com relação aos debates presidenciais, 86% afirmaram que assistirão de alguma forma: 50% só ao vivo (pela televisão ou internet); 8% só após os debates (por cortes, vídeos curtos nas redes sociais) e 28% de ambos os modos (ao vivo e por cortes nas redes). Apenas 13% disseram que não vão assistir. Ao todo, 87% dos eleitores de Lula responderam positivamente para as três alternativas, ante 89% dos de Flávio.

A pesquisa foi feita entre os dias 14 e 16 com 2.003 pessoas e tem dois pontos percentuais de margem de erro. Registro no TSE: BR-03317/2026.

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