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Mais de 1,4 milhão de palestinos estão no mapa da fome por conta do bloqueio israelense

O Ministério da Saúde palestino na Faixa de Gaza divulgou nesta sexta-feira (16/10) um informe indicando que foram registrados ao menos 466 casos de pessoas que morreram por inanição no território desde outubro de 2023 quando Israel iniciou sua ofensiva militar e o bloqueio da entrada de ajuda humanitária.

Segundo as autoridades locais, a divulgação do relatório nesta data teve como objetivo aproveitar a ocasião do Dia Mundial da Alimentação para denunciar as consequências das restrições impostas por Tel Aviv aos palestinos residentes no enclave.

Segundo o levantamento, mais de 1,4 milhão de pessoas enfrenta quadro crítico de restrição alimentar, o que representa risco de vida. Isso significa que cerca de 67% da população local se encontra no mapa da fome.

As crianças são cerca de um terço das vítimas totais registradas oficialmente: 157 de um total de 466. Ademais, há pouco mais de 158 mil menores de cinco anos de idade enfrentando quadro de desnutrição aguda.

Os idosos também representam uma grande parcela das mortes relacionadas à falta de alimentos: 189 óbitos registrados entre pessoas maiores de 60 anos, cerca de 40% do total.

A situação também tem afetado a saúde materna, com mais de quatro mil abortos espontâneos só no primeiro semestre de 2026 devido a desnutrição – esse dado é três vezes maior que o registrado no semestre anterior, na segunda metade de 2025.

“As taxas de desnutrição e fome na Faixa de Gaza atingiram níveis catastróficos, afetando gravemente crianças, idosos e outros grupos vulneráveis”, destacou o comunicado oficial.

O Ministério da Saúde instou a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a comunidade internacional a implementarem mecanismos urgentes para garantir a entrada segura, sustentável e irrestrita de ajuda humanitária, suplementos terapêuticos e medicamentos no enclave.

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