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Marcha dos Trabalhadores entrega carta para Lula

As ruas da capital federal foram tomadas nesta quarta-feira (15) pela Marcha da Classe Trabalhadora. Milhares de manifestantes, vindos de diversas regiões do país, concentraram-se na Esplanada dos Ministérios para pressionar os Três Poderes por reformas trabalhistas, com foco no fim da escala 6×1 e na redução da jornada de trabalho sem redução salarial. Ao fim da Marcha, Lula e presidentes do Congresso e Câmara receberam carta com propostas. Leia em TVT News.

Reunião com centrais sindicais

Luiz Marinho, ministro do Trabalho, abriu o evento com o presidente Lula, saudando as lidrenças sindicais presentes, Ministro Boulos, vice presidente Geraldo Ackmin e ministro José Guimarães. O a carta reúne 68 reivindicações de trabalhadores para 2026-2030.

“Eles [os trabalhadores] apresentam pautas importantes (…) o projeto de redução da jornada de trabalho sem redução de salário com duas folgas na semana. Portanto, fim da escala 6×1, a mais cruel das escalas de trabalho principalmente para as mulheres”, disse Marinho

Em atualização…

A primeira fala da noite foi a do coordenador do fórum das centrais, Clemente Ganz, que destacou que objetivo com a entrega da carta é olhar para o mundo do passado pensando que é um mundo em profunda transformação.

“Essa pauta olha para o futuro e nós partimos do pressuposto de que não podemos continuar olhando o futuro pelo retrovisor. Nós temos que continuar olhando para o mundo do trabalho em profunda transformação tecnológica”, disse o coordenador.

Em seguida, Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) foi quem recebeu a palavra.

Então quem recebeu a palavra foi o presidente da força sindical, Miguel Torres.

Com organização da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais, a Marcha da Classe Trabalhadora 2026 reuniu diversas caravanas pelo país. A concentração começou por volta das 8 horas no estacionamento do Teatro Nacional e a plenária, que estava prevista para às 9h, começou com um pouco de atraso, por volta das 10h e a marcha começo 11h.

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Marcha Trabalhadores entrega carta com demandas ao presidente Lula. Foto: Emilly Gondim
Marcha dos Trabalhadores em Brasília pede fim da escala 6×1 nesta quarta (15) – Foto: Ricardo Weber/TVT
Marcha dos Trabalhadores nesta quarta defende direitos das mulheres (15) – Foto: Ricardo Weber/TVT

Goiás, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro… o Brasil inteiro: essas foram as respostas dos trabalhadores quando questionados sobre seus estados. Com cartazes pelo fim da escala 6×1 e direito da vida das mulheres, todos marcharam rumo à Esplanada dos Ministérios. A caminhada é de 1km e o sol é intenso.

TVT News entrevista trabalhadores durante a marcha

“Os servidores nao fazem guerra porque querem, a greve é um instrumento de lutra, por isso a negociação é importante”, disse servidora a repórter Emilly Gondim

“Nós não queremos mais essa escala que escraviza não. Nós queremos ter uma vida com nossos filhos e nossa família”, disse trabalhadora ao repórter Ricardo Weber

A plenária

A TVT News entrevistou algumas lideranças políticas e sindicais durante a plenária. Em conversa com o repórter Ricardo Weber, Maria do Rosário, deputada pelo PT, destacou a impostância da marcha: “Eu acredito que quando a gente tem toda a jornada aqui, fortalece aquele lado que o presidente Lula respresenta”, disse.

Além da defesa pelo fim da escala 6×1, PL enviada nesta terça ao Congresso pelo presidente Lula, muitas falas durante a plenária também destacaram o recorte de gênero nesse debate. Durante seu discuso, Guilherme Boulos ressaltou que as mulheres são as que mais sofrem com escala.

“Para a trabalhadora, o fim da 6 por 1 é ainda mais importante porque, infelizmente, a gente ainda tem uma cultura muito machista, que na cabeça das pessoas é a mulher que tem que fazer o serviço de casa, e o único dia de descanso que a trabalhadora tem é para arrumar a casa, lavar a louça e fazer a comida. Agora a gente vai tirar essa trabalhadora do sufoco e dar mais um dia de descanso para ela”, disse o ministro

Para a TVT, Ricardo Patah defendeu que a importância da marcha reside em mostrar a unidade dos trabalhadores. Dayvid Bacelar também acredita que a marcha serve para pressionar o Congresso nacional “para que ele deixe de ser inimigo do povo e se torne amigo do povo”.

“Vamos ver que deputado e que senador vão querer votar contra a classe operária e trabalhadora”, disse Antonio Neto presidente da CSB ao jornal da TVT.

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