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Marco Rubio e Bannon pressionam Trump a radicalizar ofensiva contra o Brasil 

A base trumpista pressiona a Casa Branca a radicalizar a reação ao resultado das eleições brasileiras, em meio à chegada de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos.

Na segunda-feira (26), Steve Bannon, um dos principais ideólogos da extrema direita norte-americana, pediu que Donald Trump corte relações diplomáticas e comerciais com o Brasil até que o governo Lula anule a eleição, sem apresentar provas de fraude.

“Acredito que o presidente Trump vai agir para isolar o regime marxista de Lula até que ele concorde em anular essa eleição roubada”, disse. Mais cedo, defendeu que Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, rompessem os laços com o Brasil. 

Bannon também afirmou que Flávio venceu a eleição, assumiria a Presidência e disputaria a reeleição em 2030, enquanto Lula “apodrece na prisão”. Questionado sobre o recuo do senador, insistiu “a eleição foi fraudada”. 

As alegações foram feitas sem apresentação de provas e foram proferidas para a base radicalizada do trumpismo.

A pressão ocorre enquanto o Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio, promete vistos a Flávio Bolsonaro, que deixou o país após descumprir ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar os passaportes.

Flávio desembarcou com a família em Miami na manhã desta quarta-feira (28), após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e fazer escala no Equador. Ele descumpriu a ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar os passaportes. 

O governo Trump autorizou sua entrada e concederá vistos à família; fontes ouvidas pela Folha disseram que Rubio teve participação ativa na operação.

A decisão provocou críticas de democratas no Congresso dos EUA. “Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti, mas Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro. Aparentemente, fugir da violência não se qualifica. Negar os resultados eleitorais, sim”, afirmou o Comitê de Relações Exteriores da Câmara.

“Agora, o contribuinte americano vai arcar com os custos para proteger sua família criminosa e suas viagens de luxo pelo nosso país”, afirmou o candidato democrata Isaiah Martin.

Horas antes do pouso, Trump disse aprovar a ida de Flávio aos Estados Unidos e voltou a atacar a eleição brasileira sem apresentar provas. “A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível”, afirmou. 

O presidente não anunciou sanções nem medidas para reverter o resultado das urnas.

A ruptura defendida por Bannon também contraria os interesses comerciais dos EUA. O comércio de bens e serviços entre os dois países somou US$135,7 bilhões em 2025, com superávit norte-americano.

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