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Mídia israelense: guerra contra o Irã é uma derrota estratégica

Os meios de comunicação israelenses reconheceram que a recente guerra contra o Irã será lembrada pela história como a derrota estratégica mais contundente dos Estados Unidos e de Israel.

Segundo as análises, Washington saiu do conflito “ridicularizado e humilhado”, com o resultado atual sendo descrito como um colapso pior do que o sofrido na Guerra do Vietnã.

Nesse sentido, o jornal Haaretz advertiu que, daqui em diante, os Estados Unidos evitarão qualquer tentativa de impor sua vontade por meio da força das armas.

Surpresa diante da capacidade de Teerã e estagnação militar

Por sua vez, o jornal Jerusalem Post revelou que altos funcionários israelenses estão atônitos diante da rápida recuperação militar do Irã.

Fontes do setor de defesa indicaram que o exército sionista acompanha uma rápida mudança na ameaça representada pelos mísseis balísticos iranianos, desafiando as estimativas iniciais da inteligência militar.

Paralelamente, o portal Zaman Israel afirmou que, enquanto o público israelense aspirava a uma “vitória absoluta”, a realidade demonstra que todas as frentes abertas permanecem sem solução.

A publicação enfatizou que iniciar outra rodada de combates é inútil, pois as guerras do passado já não servem de modelo para alcançar vitórias decisivas.

Caos institucional e demissões no alto comando do Mossad

O fracasso operacional em alcançar a pretendida “mudança de regime” em Teerã provocou uma grave crise interna nas instituições de segurança.

Círculos informativos israelenses confirmaram que o chefe do Mossad demitiu dois altos dirigentes da agência: o chefe da Diretoria de Inteligência e o chefe do Departamento do Irã.

As demissões ocorrem em meio ao descalabro político e operacional dos comandos de inteligência, incapazes de sustentar o plano estratégico inicial diante da resposta e da resistência do Irã. Fonte: Almayadeen.

Sheinbaum e Lula discutem integração comercial e acordos petrolíferos

A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversaram por videoconferência nesta quinta-feira (13) sobre a expansão do comércio bilateral e a cooperação entre Pemex e Petrobras.

Sheinbaum destacou os “avanços conjuntos” nas relações comerciais e energéticas. O entendimento firmado em 23 de junho, no Rio de Janeiro, permitirá à Pemex utilizar a experiência da Petrobras em operações marítimas complexas. Para a estatal brasileira, a parceria pode contribuir para repor reservas, diversificar o portfólio e ampliar a presença no ainda pouco explorado Golfo do México.

Em 7 de agosto, as empresas anunciaram novo acordo, voltado ao refino e à comercialização de combustíveis. Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a cooperação terá duas frentes: exploração e produção, em águas rasas e profundas do Golfo do México, e atuação conjunta em refino, processamento e mercado de derivados. O memorando para exploração já está em execução; o acordo sobre derivados aguarda formalização.

Na conversa, Sheinbaum elogiou os resultados econômicos e sociais do governo Lula, mencionando crescimento acima de 3%, inflação moderada, geração de empregos e queda do desemprego. Para a mexicana, os países compartilham uma visão de prosperidade, bem-estar e soberania e podem aprofundar os laços econômicos, comerciais e energéticos.

Os dois líderes também reafirmaram a coordenação e o diálogo regional diante do cenário internacional, impactado pela presidência de Donald Trump nos Estados Unidos. Com informações da Telesur.

Irã destruiu quase um quarto da frota americana de drones Reaper

Os Estados Unidos perderam 45 drones MQ-9 Reaper desde o início da guerra de agressão contra o Irã, em 28 de fevereiro, segundo relatório publicado no Washington Post, citado pelo site Almanar. A perda equivale a cerca de um quarto da frota inicial e evidencia a vulnerabilidade de uma das principais plataformas de vigilância e ataque de Washington.

Segundo o jornal, as aeronaves destruídas podem representar custo superior a U$ 1,3 bilhão. Cada Reaper tem o valor estimado entre U$ 30 a U$ 50 milhões, de acordo com a configuração.

No começo do conflito, os EUA dispunham de aproximadamente 185 unidades: 165 da Força Aérea e 20 do Corpo de Fuzileiros Navais.

Até 11 de março, autoridades americanas reconheceram cerca de dez abates. Em maio, mais de duas dezenas de aeronaves haviam sido destruídas, reduzindo a frota da Força Aérea a cerca de 135 Reapers em 12 de maio. Em 8 de julho, uma autoridade dos EUA confirmou aproximadamente 30 perdas.

O Reaper MQ-9 é peça central de missões de inteligência, vigilância, reconhecimento e ataques de precisão. A capacidade de operar sem piloto o tornou uma plataforma frequente em áreas fortemente defendidas. O aumento das perdas também pressiona os estoques militares dos EUA, inclusive de mísseis guiados de precisão.

Rússia endurecerá suas ações contra a Ucrânia, anuncia Lavrov

A Rússia planeja agir com maior contundência para acabar com o apoio ocidental ao Exército ucraniano, sem recorrer aos métodos terroristas de Kiev, declarou nesta sexta-feira (14) o ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov.

O chefe da diplomacia russa afirmou, segundo a Prensa Latina citando a agência Vesti, que Moscou agirá com muito mais dureza para destruir tudo aquilo que, a partir do Ocidente, alimenta a máquina militar ucraniana.

Não nos rebaixaremos aos métodos da Ucrânia, mas faremos com que os nossos sejam muito mais brutais para destruir tudo aquilo que, a partir do Ocidente, alimenta a máquina de guerra de Kiev. E já estamos fazendo isso. Eles já estão começando a reclamar”, declarou o ministro.

Segundo Lavrov, o regime de Kiev se vangloria abertamente dos ataques terroristas contra civis russos. O ministro afirmou que, após cada ataque contra alvos civis, como praias ou residências estudantis, autoridades de Kiev alardeiam suas ações nas redes sociais.

Lavrov declarou que Moscou havia solicitado ao Departamento de Estado dos Estados Unidos que se pronunciasse sobre as informações relativas ao envolvimento de Washington nos ataques de Kiev em território russo.

Lavrov ressaltou que a Rússia não faz ultimatos, mas que havia encaminhado a Washington várias perguntas sobre inteligência e a participação dos Estados Unidos em ataques contra alvos civis. Moscou aguarda uma resposta a essa solicitação.

Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores havia exigido que Washington deixasse de fornecer armas à Ucrânia. Segundo informações de variadas fontes estatais russas, os Estados Unidos continuam fornecendo informações de inteligência a Kiev.

Uma coleção de fatos tão longe está de ser uma ciência, como um monte de pedras de ser uma casa.”

Trecho de O Homem que Calculava, de Malba Tahan

(Malba Tahan foi o pseudônimo literário do professor, educador e escritor brasileiro Júlio César de Mello e Souza)

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