
Equipes enviadas pelo governo brasileiro à Venezuela já iniciaram ações busca e resgate após o terremoto que destruiu parte do país. Neste domingo (28) está prevista a partida de um quarto voo humanitário para ajudar as operações. A nova missão terá 35 bombeiros militares dos estados de São Paulo e Minas Gerais.
Os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala Richter, seguidos de aproximadamente 20 réplicas, provocaram destruição extensa em várias cidades, incluindo a capital, Caracas.
Balanço divulgado pelo governo venezuelano neste sábado (27) aponta para 1.430 mortos (dois quais dois brasileiros confirmados), 3 mil feridos e 3,1 mil pessoas desabrigadas após os fortes tremores ocorridos na noite de quarta-feira (24). A Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU estimou que mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelo terremoto.
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A missão brasileira — coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) — atua principalmente no município de Vargas, no estado de La Guaira, um dos mais atingidos pelos terremotos.
O Ministério da Integração informou que o primeiro dia de atuação foi dedicado à busca e salvamento de vítimas sob escombros. A operação utiliza sensores de movimento, aparelhos para detectar sinais de celulares de vítimas soterradas e seis cães farejadores.
Segundo o diretor do Departamento de Preparação e Socorro da Sedec, Armin Braun, a situação no local é crítica. “Estamos em uma verdadeira corrida contra o tempo em um país devastado, sem água, sem energia, com muita gente na rua, fora de suas casas”, afirmou.
Tão logo o desastre aconteceu, o governo se mobilizou para ajudar o país vizinho, enviando profissionais, cães farejadores e cerca de 10 toneladas de materiais, medicamentos e equipamentos. A primeira equipe chegou à Venezuela na sexta-feira (26).
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