Faleceu nesta terça-feira (15), aos 96 anos, o militar aposentado Alberto de Azevedo Guzmão, um dos coronéis que atuaram no Dopinha. O local foi o centro clandestino de repressão e tortura em Porto Alegre durante os anos iniciais da ditadura militar.
O Dopinha funcionou entre 1964 e 1966 como o primeiro centro clandestino de detenção do Cone Sul, operando a partir de uma residência adaptada para atividades paramilitares de sequestro, interrogatório, tortura e extermínio, sob ordens do regime militar instaurado no Brasil. O local teve como comandante o major Luiz Carlos Menna Barreto, que contava com o apoio de outros oficiais e delegados, entre eles o coronel Alberto Azevedo Guzmão.
Em 2015, foi instalada em frente ao casarão uma placa que relembra a história vivida no local e preserva a memória desse período. “O major Luiz Carlos Menna Barreto comandou o terror praticado por 28 militares, policiais, agentes do DOPS e civis, até que apareceu no Guaíba, o corpo com as mãos amarradas de Manoel Raymundo Soares, que suportou 152 dias de tortura, inclusive no casarão. Em 1966, com paredes manchadas de sangue, o Dopinho foi desativado e os crimes ali cometidos ficaram impunes”, diz o texto.
Azevedo Guzmão morreu por causas naturais em sua residência, no município de Gravataí. A cerimônia fúnebre aconteceu em Porto Alegre.
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