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Mulheres abrem caminhos a favor da paz e contra o fascismo

As mulheres da América Latina e Caribe vivem um momento marcado por fortes tensões geopolíticas, entre a decadência da hegemonia imperialista dos Estados Unidos e a ascensão de uma ordem mundial multipolar.

O imperialismo estadunidense atinge diretamente nossos territórios através de sanções, bloqueios, militarização, endividamento e ingerências externas, mecanismos que aprofundam desigualdades e recaem sobretudo sobre mulheres negras, indígenas, periféricas e trabalhadoras.

Nesse cenário, Cuba ocupa lugar central. Há mais de seis décadas submetida a um bloqueio econômico, comercial e financeiro ilegal e cruel, imposto pelos EUA, a ilha resiste com soberania, garantindo direitos essenciais como saúde, educação e políticas sociais que impactam diretamente a vida das mulheres.

Ainda assim, o fortalecimento recente do bloqueio agrava a escassez de insumos, pressiona a economia e atinge de forma rigorosa o cotidiano de famílias, e principalmente as mulheres que estão na linha de frente na política do cuidado, na criação dos filhos e filhas, com precárias condições de trabalho.

A resistência do povo cubano — e das mulheres cubanas em particular — tornou-se símbolo continental de dignidade e autodeterminação.

A multipolaridade abre novas possibilidades para a região.

O Brasil, sob o governo Lula, tem desempenhado papel estratégico ao retomar uma política externa soberana, voltada ao fortalecimento da integração latino-caribenha, à reinserção ativa em blocos como CELAC, UNASUL e BRICS, e à defesa do direito internacional, da paz e da autodeterminação dos povos.

O Brasil também tem atuado na denúncia dos bloqueios e sanções unilaterais, na defesa de Cuba nos fóruns multilaterais e na construção de alternativas econômicas que reduzam a dependência histórica da região.

Nesse contexto nós, mulheres, seguimos na linha de frente da luta por democracia profunda, justiça social e soberania regional.

Defendemos uma multipolaridade que não seja apenas uma rearrumação de forças, mas um caminho para projetos nacionais emancipatórios, com integração solidária e desenvolvimento, justiça social, com o entrelaçamento das lutas de classe, raça, gênero e diversidade sexual.

Em um mundo em disputa, a unidade internacionalista das mulheres é decisiva para derrotar o imperialismo, enfrentar a extrema direita e afirmar um horizonte de soberania, paz e dignidade para a América Latina e Caribe — com Cuba respeitada e o Brasil comprometido com a democracia, soberania nacional e participação popular.

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