Em assembleia realizada na tarde deste sábado (12), o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) optou por suspender a greve da categoria, que começou dia 1º de abril. O prefeito Sebastião Melo (MDB) garantiu, em uma reunião com o sindicato realizada antes da assembleia, reajuste parcelado de 4,83% e aumento de 10% no vale-alimentação.
O Município irá aplicar 1% de reajuste em setembro de 2025; 1,5% em dezembro, sobre os valores vigentes em novembro; 1% em fevereiro de 2026, sobre os valores vigentes em janeiro; e o percentual restante em abril de 2026, sobre os valores vigentes em março do ano que vem. Já os 10% de aumento no vale-alimentação serão parcelados entre maio e agosto de 2025.
Com a aprovação do sindicato, a proposta será transformada em projeto de lei e passará a tramitar na Câmara Municipal.
Diretora do Simpa, Bete Charão relatou ao Sul21 que a proposta da gestão municipal continua sendo insuficiente – “não atende às nossas demandas”, afirmou. A principal reivindicação do sindicato foi o reajuste salarial, uma vez que a categoria não recebe reposição da inflação desde 2023. Nos cálculos do Simpa, desde o início do governo do ex-prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB), em 2016, as perdas acumuladas chegariam a 33,40% em razão de sucessivas datas-bases não respeitadas.
“Nós valorizamos, em primeiro lugar, o equilíbrio fiscal na prefeitura. O orçamento é um só, e as finanças do município ainda estão fortemente impactadas pelo desastre climático de maio do ano passado. Reconhecemos pontos trazidos pelo sindicato, como a inflação de 2023, e nos comprometemos a colocar este assunto na mesa de negociação”, alegou Melo.
Após a Secretaria de Educação comunicar desconto no salário de professores que aderissem à greve, a gestão municipal afirmou que vai incluir, no projeto de lei da reposição, abono mediante compensação, condicionado ao encerramento da greve neste sábado (12). No caso específico da Educação, a compensação deverá corresponder à ampliação dos dias letivos no calendário escolar de 2025, de forma equivalente aos dias de paralisação.
O Executivo também propôs, em projeto de lei enviado à Câmara de Vereadores, a atualização da parcela de complemento dos servidores cujo vencimento básico é inferior ao salário mínimo, garantindo a retroatividade do reajuste para 2024.
A categoria decidiu continuar a mobilização nos locais de trabalho e nas comunidades, com indicativo de nova assembleia a ser realizada em maio.
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