No Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta segunda-feira (05/01), os Estados Unidos negaram a existência de uma guerra contra a Venezuela e disseram que seu ataque contra Caracas no último sábado (03/01) foi apenas “uma operação para aplicação da lei” contra o narcotráfico.
Mike Waltz, embaixador dos EUA na ONU, falou sobre o “sucesso” da “operação policial cirúrgica facilitada pelas Forças Armadas dos EUA contra dois fugitivos indiciados pela justiça americana, o narcoterrorista Nicolás Maduro e Célia Flores [primeira-dama da Venezuela]”.
Sem apresentar provas, o representante norte-americano disse que Maduro é “responsável por ataques ao povo dos Estados Unidos, por desestabilizar o Hemisfério Ocidental e reprimir ilegalmente o povo da Venezuela”.
Diante de tais “acusações legais”, Washington realizou a “prisão” de Maduro, que será jugados nos EUA “pelos crimes que cometeu contra o povo [estadunidense] durante 15 anos”.
Waltz ainda justificou o ataque contra Caracas para “proteger os americanos em casa e no exterior contra um fugitivo diretamente responsável pelo narcoterrorismo que matou centenas de milhares e criou violência desestabilizadora em todo o hemisfério norte”.
O embaixador falou tambpem sobre o papel de Washington em impedir que a Venezuela “se transforme no centro de operações do Irã, do Hezbollah, gangues, agentes de inteligência cubanos e outros atores malignos”.
Apesar de não ter mencionado diretamente o petróleo do país, disse que “não se pode continuar a ter as maiores reservas de energia do mundo sob o controle de adversários dos Estados Unidos e de líderes ilegítimos”.

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Mais uma vez sem respaldo legal, o diplomata acusou Maduro de “enfrentar acusações criminais muito graves, como conspiração para conduzir narcoterrorismo, traficar cocaína e outras drogas e tráfico internacional de armas”.
Segundo Waltz, Maduro também é processado por ser “o chefe de uma organização terrorista estrangeira cruel, o Cartel de Los Soles”, que coordena e depende de outras organizações criminosas violentas, como o Tren de Aragua”. O suposto objetivo dessas organizações seria “usar narcóticos ilegais como arma contra os Estados Unidos”.
De acordo com ele, tais grupos, classificados como “organizações terroristas estrangeiras” é composto por milhares de membros que “se infiltram ilegalmente nos EUA” que conduzem “uma guerra e realizam ações hostis contra o povo americano”.
“Seus criminosos aterrorizantes cometem crimes brutais, incluindo assassinatos, sequestros, extorsões e tráfico de drogas e armas. O presidente [Donald] Trump não vai tolerar isso”, disse.
Waltz disse ainda que Maduro ficou “incrivelmente rico, com base no sofrimento de um número incontável de americanos e venezuelanos, auxiliando e incentivando organizações terroristas internacionais como o Hezbollah e coordenando com autoridades corruptas do Irã”.
Ciente da falta de provas contra Maduro em seu discurso, a autoridade disse que “as provas contundentes de seus crimes serão apresentadas abertamente nos processos judiciais dos EUA”.
“É aqui que vivemos e não vamos permitir que o Hemisfério Ocidental seja usado como base de operações para os adversários, concorrentes e rivais dos Estados Unidos”, acrescentou.
O embaixador aproveitou para atacar o mandato presidencial de Maduro na Venezuela, afirmando que ele “não é apenas um traficante de drogas indiciado, mas também um presidente ilegítimo”.
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