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No G7, Lula pede compromisso de países contra desigualdade: ‘é preciso olhar para o mundo’

A jornada desta quarta-feira (17/06) da cúpula do G7, realizada na cidade francesa de Évian, teve como um dos eventos principais o painel sobre crescimento econômico e desequilíbrios globais, que contou com destacada participação do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

O evento fez parte do terceiro dia de programação da cúpula, que reúne os chefes de Estado dos sete membros do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), além de cinco líderes convidados (de Brasil, Coreia do Sul, Egito, Índia e Quênia) e das autoridades da União Europeia.

Em sua intervenção, Lula defendeu que “o desenvolvimento mundial depende de ampliar oportunidades, para incluir bilhões de pessoas que ainda estão à margem do consumo e da economia”.

“Não podemos olhar apenas para nós mesmos. É preciso olhar para o mundo. Há muitas regiões com enorme potencial de crescimento no continente africano, na América Latina, na Ásia”, disse o presidente brasileiro, em mensagem sobre o painel publicada em sua conta na plataforma X.

Nessa mesma mensagem, Lula enfatizou que, segundo ele, “o problema (do combate às desigualdades) é político, e a solução tem que estar nas nossas decisões”.

Segundo o presidente do Brasil, “é preciso ampliar investimentos, não apenas em políticas humanitárias, mas principalmente em desenvolvimento, infraestrutura, qualificação profissional, geração de empregos”.

“Isso gera aumento da renda e da qualidade de vida, que faz com que as pessoas aumentem o seu padrão de consumo”, completou Lula.

Ao finalizar sua mensagem sobre o tema, o presidente lembrou que “a experiência brasileira mostra que crescimento econômico e inclusão social podem caminhar juntos”.

Presidente Lula, durante intervenção em painel do G7
Ricardo Stuckert / Presidência da República

“Com distribuição de renda, políticas de combate à desigualdade, aumento de investimentos e da geração de empregos, é possível crescer e cuidar da população ao mesmo tempo”, destacou.

Além do painel sobre desigualdades, Lula participou, nesta mesma quarta, de outro debate sobre como os governos devem lidar com o avanço das inteligências artificiais.

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