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No quarto dia de greve em Madri, professores exigem renúncia de ministra da Educação

Uma das principais vias da capital espanhola foi bloqueada nesta segunda-feira (19/10) por protestos de professores que, em seu quarto dia de manifestações, exigem que as autoridades atendam às suas reivindicações.

Segundo o jornal 20Minutos, o bloqueio ocorreu na autoestrada A-3, na rampa de saída para a M-30. Um grupo de manifestantes dirigiu-se à sede do governo regional, onde estava agendado um encontro com o Ministro da Educação, cuja renúncia exigem: “Todos juntos na luta, vamos vencer esta greve”, gritavam os professores.

Os professores decidiram bloquear a rua, colocando carteiras e formando uma corrente humana até por volta das 9h, quando a polícia chegou para dispersar a manifestação e reabrir a rua. Depois, os manifestantes se dirigiram a uma escola de ensino médio no bairro de Puente de Vallecas.

“Temos o direito de que a administração negocie nossa lista de reivindicações conosco. Já é hora de a vereadora assumir a responsabilidade, fazer seu trabalho e se sentar à mesa com este comitê de greve. Ela só está interessada na privatização e em seu nepotismo. Nossas reivindicações não são absurdas; são reivindicações que temos feito há quatro anos”, declararam os sindicatos.

La Policía Nacional carga contra la protesta de los docentes y estudiantes, hiriendo a varios compañeros y confiscando la pancarta del Sindicato de Estudiantes.

Marlaska y el Delegado de Gobierno del PSOE haciendo el trabajo sucio a Ayuso.

No pararemos de defender la pública. https://t.co/recwCQyv0z

— Sindicato de Estudiantes Madrid (@SEMadrid_) October 19, 2026

Entre as reivindicações do setor da educação estão a redução do número de alunos por sala de aula, o estabelecimento de cotas para alunos com necessidades especiais, a redução da carga horária no ensino fundamental e médio e uma melhor remuneração , visto que os salários dos professores são inferiores aos de outras comunidades autônomas, apesar de Madri ter a maior renda per capita da Espanha e um custo de vida mais elevado.

Por volta das 10h, outro grupo se posicionou em frente à Câmara de Comércio de Madri, onde a presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, realizava uma conferência. Lá, segundo vídeos nas redes sociais, a polícia atacou violentamente os manifestantes com cassetetes e tiros de advertência.

O governo regional de Madri emitiu um comunicado “lamentando” o protesto e acusando os professores de “radicalização”. Enquanto isso, Ayuso afirmou que o primeiro-ministro Pedro Sánchez está instigando os protestos como estratégia eleitoral.

“Se ele pensa que me assediando, me enviando aos sindicatos e convocando greves (…) vai nos intimidar, está muito enganado”, disse Ayuso à imprensa.

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