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Novo Plano Diretor de Porto Alegre prevê edificações com altura de até 130 metros

Em atualizações recentes do mapa interativo lançado pela Prefeitura de Porto Alegre, é possível visualizar a altura máxima de edificações em cada Zona de Ordenamento Territorial (ZOT) do novo Plano Diretor. Em áreas do bairro Praia de Belas, compreendidas pela ZOT 8, a altura máxima prevista é de 130 metros, o que equivale a prédios com cerca de 40 andares.

A mesma altura máxima é prevista em áreas do Centro Histórico entre a Rodoviária e o Mercado Público, além de trechos dos bairros Floresta, São Geraldo e Navegantes, compreendidos pela mesma ZOT. Demais áreas do centro têm previsão de receber prédios com até 90 metros.

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A finalidade da ZOT 8, segundo a Prefeitura, é consolidar áreas de transformação urbana por meio da articulação entre investimentos públicos e privados, promovendo o adensamento qualificado, a diversificação de atividades e a otimização da infraestrutura e dos serviços urbanos.

A audiência pública sobre a revisão do Plano Diretor está prevista para dia 9 de agosto no Auditório Araújo Vianna.

Algumas áreas do mapa chamam atenção pelo zoneamento apresentado na tarde desta segunda-feira (28), quando a reportagem consultou o material. Até por volta das 15h, uma parte do Parque Moinhos de Vento previa edificações de até 60 metros. A informação foi corrigida após questionamento do Sul21 à Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus). Já o Parque Harmonia está compreendido na ZOT 8, com altura máxima de 90 metros.

Conforme a Smamus, o mapa interativo encontra-se em construção permanente. “Informamos que já nas próximas horas serão corrigidas as informações equivocadas”, afirmou a pasta.

 

 

Além disso, uma área entre a Avenida dos Estados e a Avenida Ernesto Neugebauer, bastante próxima ao Aeroporto Salgado Filho, prevê a altura máxima de 130 metros para edificações. Em setembro de 2022, a Aeronáutica negou a autorização para o projeto que previa a construção do prédio mais alto de Porto Alegre, com 130 metros de altura, a cerca de 5 quilômetros do Aeroporto. Apesar da negativa, a Prefeitura disse na época que ainda acreditava na aprovação da iniciativa, mesmo que com alterações na altura.

Lucas Bertelli Fogaça, coordenador do curso de Ciências Aeronáuticas da PUCRS e piloto comercial entre 1999 e 2015, disse ao Sul21 que um prédio dessa altura teria potencial de interferir no tráfego aéreo que chega e sai do Aeroporto Salgado Filho. Ele explicou que as regras do setor começaram a ser implementadas pela Organização da Aviação Civil Internacional, órgão das Nações Unidas, e versam sobre praticamente todos os detalhes que afetam o tráfego aéreo e os aeroportos, desde como deve ser a sinalização na pista até qual a altura que a grama deve ser cortada para reduzir espécies de animais (como aves) que possam interferir em um voo. Uma das principais regras é justamente sobre o entorno dos aeroportos (a zona de proteção do aeródromo).

Fogaça destacou que, à primeira vista, a construção de um prédio de 130 metros a 5 km do aeroporto pode não parecer representar uma grande interferência. No entanto, considerando que a aviação precisa operar com níveis de precisão altíssimos, os gabaritos de segurança precisam contemplar tanto erros de equipamento, quanto humanos durante a operação, mesmo em condições de tempo ruim.

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