Uma delegação da Força de Observação da Separação das Nações Unidas (UNDOF) visitou nesta terça-feira (30/06) a vila de Abdin, na bacia do rio Yarmouk, província de Daraa, no oeste do país, para coletar depoimentos de moradores sobre os recentes ataques israelenses e os acontecimentos na região.
Segundo o repórter do veículo sírio SANA em Daraa, a delegação da ONU questionou os moradores sobre as incursões militares israelenses na área, os bombardeios que atingiram a vila e o medo e pânico vivenciados pelos civis nos últimos dois dias.
A ofensiva mais recente ocorreu no domingo (28/06) em Abdin, uma vila na província de Deraa, no oeste do país, onde moradores tentaram bloquear o avanço de uma unidade do exército israelense. Em seguida, o Exército de Tel Aviv disparou projéteis perto de casas de civis, e as famílias fugiram para aldeias vizinhas durante a noite.
“As bombas caíram perto das casas”, disse Mahmoud Mouaffak, uma figura importante da aldeia, à AFP. As forças israelenses se retiraram, permitindo “o retorno à calma e o retorno dos moradores na manhã de segunda-feira”, acrescentou ele.
O governo da Síria condenou os ataques israelenses ocorridos durante a noite no sul do país, que forçaram moradores próximos às Colinas de Golã ocupadas a fugir de suas casas. O Ministério das Relações Exteriores sírio condenou veementemente, na segunda-feira (29/06), “as agressões israelenses”, classificando-as como “uma violação flagrante da soberania e da integridade territorial da Síria”.

Foto: SANA
Ataques de Israel ao Líbano e à Síria são violação do direito internacional
O presidente do Parlamento turco, Numan Kurtulmuş, reuniu-se com seu homólogo norueguês, Masud Gharahkhani, que está em visita oficial à Turquia, nesta terça-feira (30/06), de acordo com a agência de notícias turca Anadolu.
Sobre as negociações entre os EUA e o Irã, o presidente do Parlamento turco disse apoiar e que é preciso “resolver esta questão o mais rapidamente possível” por meio de conversas mútuas para “concluir um processo de paz aceitável para ambas as partes é vital para a paz regional e global”. Nesse contexto, acrescentou que “esperamos que as negociações entre os EUA e o Irã, que começaram em Genebra e continuarão em Doha, produzam resultados positivos”.
“Nesse contexto, nós, da Turquia, consideramos os ataques de Israel no Líbano e contra a Síria como violações flagrantes do direito internacional e reiteramos que nossa região precisa de tranquilidade e paz. Cessar essas ações agressivas de Israel é a primeira condição para a paz regional. Portanto, a comunidade internacional jamais deve permitir que Israel sabote o diálogo que surgiu entre os EUA e o Irã, e onde existe a possibilidade de se alcançar resultados”, disse Kurtulmuş.
O presidente do Parlamento turco também afirmou que Oslo, assim como Ancara, acredita e expressa que não há alternativa a uma solução de dois Estados para a questão palestina, e que não há outro caminho senão o estabelecimento de um Estado palestino totalmente soberano e independente dentro das fronteiras de 1967 na região. Ele acrescentou: “Gostaria de expressar mais uma vez nosso apreço pelo reconhecimento oficial do Estado palestino pela Noruega em 2024”.
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