A tensão permanece alta em Minneapolis após o assassinato da cidadã norte-americana Renee Good por um agente federal. Cerca de 3.000 agentes de imigração continuam suas operações em Minnesota ou estão a caminho, em uma escalada que mantém a tensão alta.
A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) entrou com uma ação judicial na quinta-feira (15/01) contra o governo Trump, acusando as autoridades federais de imigração em Minnesota de discriminação racial e prisões ilegais. A ação ocorre enquanto o próprio Trump ameaçava invocar a Lei da Insurreição – uma lei raramente usada que permite o uso do Exército para reprimir distúrbios civis – em resposta aos protestos generalizados contra as operações do ICE.
Enquanto isso, o governador de Minnesota, Tim Walz, pediu aos manifestantes que “se manifestem em voz alta, com urgência, mas também pacificamente” e fez um apelo direto a Trump para que “diminua a tensão”.
Mais de 2.400 pessoas foram presas na repressão federal em Minnesota nas últimas semanas. Líderes locais e advogados relatam que, entre os detidos, há pessoas com vistos válidos e o direito legal de estar nos EUA.

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Mortes e negligência sob custódia do ICE
Quatro migrantes morreram enquanto estavam sob custódia das autoridades de imigração dos Estados Unidos. Os incidentes envolveram dois migrantes de Honduras, um de Cuba e outro do Camboja e ocorreram entre 3 e 9 de janeiro, segundo o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE).
O detento cubano Geraldo Lunas Campos, 55 anos, morreu em 3 de janeiro em Camp East Montana, um centro de detenção inaugurado pelo governo Trump no terreno de Fort Bliss, no Texas.
O ICE afirmou que Lunas “havia se tornado perturbador”, foi colocado em isolamento e depois encontrado em estado de sofrimento. No entanto, segundo Washington Post, relatórios médicos independentes indicam que ele morreu por asfixia devido à pressão no pescoço e no peito, classificando o caso como homicídio, conforme revelou uma gravação apresentada por sua filha a um veículo de comunicação dos EUA.
Os dois hondurenhos, Luiz Gustavo Nunez Caceres, 42, e Luis Beltran Yanez-Cruz, 68, morreram em hospitais em Houston e na Califórnia em 5 e 6 de janeiro, respectivamente. O ICE atribuiu as mortes a “problemas cardíacos”.
Parady La, um homem cambojano de 46 anos, morreu em 9 de janeiro no Centro de Detenção Federal na Filadélfia. O ICE informou que a morte ocorreu após “graves sintomas de abstinência de drogas”. A administração Trump começou a usar esse espaço no ano passado, segundo o serviço.
Os casos levantaram sérias questões sobre as condições e o tratamento nos centros de detenção do ICE, ampliando a crise de legitimidade da agência.
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