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Para construir a Nuestra América sem muros

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Entre os dias 7 e 10 de julho, o movimento Fronteras Culturales comemora 16 anos de atuação dedicados à promoção de diálogos entre povos, culturas e territórios de Nuestra América. A programação reunirá convidados e integrantes das diversas regiões da rede para celebrar uma trajetória marcada por diálogos, criatividades e esperanças.

Criado em 2010, o Fronteras Culturales nasceu com o propósito de ressignificar o conceito de fronteira, compreendendo-a não apenas como um limite entre países, mas como um espaço de cooperação, intercâmbio e convivência. Desde então, o movimento reúne artistas, produtores culturais, mestres populares e pesquisadores para promover seminários, conferências, encontros presenciais e virtuais, com o objetivo de elaborar propostas de políticas públicas voltadas aos diálogos culturais.

Ao longo desses anos, a rede tem contribuído para valorizar as memórias, os sotaques, os saberes e os sabores compartilhados entre comunidades que vivem nas fronteiras sul-americanas e em outras regiões do planeta. Para isso, o movimento desenvolveu conceitos como os Territórios Culturais Transfronteiriços, formados por manifestações simbólicas que ultrapassam os limites nacionais, e os Corredores Culturais Transfronteiriços, que articulam e conectam experiências semelhantes em diferentes regiões e países.

Mais do que celebrar sua trajetória, o Fronteras Culturales está reafirmando o seu compromisso com a elaboração de políticas baseadas nas autonomias e na busca da máxima convergência possível entre as iniciativas culturais transfronteiriças.

Para esta celebração virtual (fronterasculturales.org e redes sociais) o Fronteras está convidando parceiros, instituições e a sociedade para refletirem sobre a IA – Inteligência ancestral e a memória dos povos, o papel das culturas no combate às violências, as culturas dos biomas na construção de futuros compartilhados e as políticas culturais transfronteiriças.

O ciclo foi inspirado na célebre reflexão do cineasta argentino Fernando Birri, frequentemente lembrada por Eduardo Galeano: “Afinal, para que serve a utopia?”


Programação:

Dia 7 de julho (terça-feira), às 20 horas.
IA – Inteligência Ancestral e a memória dos povos.
– Juliana Tupinamba, diretora do Museu Nacional do Povos Indígenas (Brasil);
– Berenice Citá Boj, gestora cultural do povo Maya Kiche (Guatemala).
Mediação: José Miguel Casanova (México).

Dia 8 de julho (quarta-feira), às 20 horas.
As culturas na luta contra a violência.
– Juca Ferreira, Sociólogo. Ex-ministro da Cultura e atual assessor da presidência do BNDES (Brasil).
– Jorge Melguizo, Ex-secretário de Cultura Cidadã e ex-secretário de Desenvolvimento Social de Medellín (Colômbia);
Mediação: Cátia Goulart (Brasil).

Dia 9 de julho (quinta-feira), às 20 horas.
Culturas dos biomas: caminhos para o futuro.
– VandSmile, do Comitê Chico Mendes, do estado fronteiriço do Acre, Amazônia (Brasil);
– Marco Von Borstein, do movimento Río Mayas, fronteira do México com a Guatemala (México).
Mediação: Laura Motta (Uruguai).

Dia 10 de julho (sexta-feira), às 20 horas.
Políticas culturais transfronteiriças.
– Fátima Soto. Artista comunitária e educadora do CEAAL – Conselho de Educação Popular da América Latina e Caribe (México);
– Albino Rubim, Coordenador da Rede Latino-Americana de Culturas e Políticas Culturais (Brasil).
Mediação: Ricardo Almeida (Brasil).

Mais informações no site: www.fronterasculturales.org

Contato: fronteras.comunicacao@gmail.com

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