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PEC da Blindagem é rejeitada nas redes e alvo de protestos em todo o país

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3/2021, conhecida como “PEC da Blindagem”, provocou forte reação negativa nas redes sociais e se tornou um dos principais motores de mobilização popular contra o Congresso. De acordo com pesquisa do instituto Quaest, 83% dos comentários sobre a proposta nas redes foram negativos, restando apenas 17% em apoio.

O texto, aprovado pela Câmara dos Deputados na madrugada do último dia 16, prevê que parlamentares só possam ser investigados com autorização prévia do próprio Congresso, por meio de votação secreta. Na prática, a medida dificulta a responsabilização de parlamentares e foi amplamente interpretada pelos usuários como um passo em direção à impunidade. Agora, a PEC segue para o Senado.

Engajamento nas redes e nas ruas

O levantamento contabilizou 2,3 milhões de menções em plataformas como Facebook, Instagram, WhatsApp, X e YouTube, envolvendo cerca de 98 mil perfis, com alcance estimado em 44 milhões de usuários por hora. As críticas se concentraram principalmente no presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e no Congresso como um todo, que juntos representaram 46% das menções.

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As reações virtuais impulsionaram convocações para manifestações em diversas cidades brasileiras neste domingo (21) que superaram em engajamento os atos bolsonaristas do 7 de Setembro. No WhatsApp, a cada 100 mil mensagens trocadas, 865 faziam referência às mobilizações contra a PEC da Blindagem e a anistia, enquanto as manifestações da direita haviam registrado 724 mensagens em igual proporção duas semanas antes.

Hugo Motta vira alvo

A maior parte das menções negativas apontou para Hugo Motta, citado em 46% dos comentários. Além dele, deputados petistas que votaram a favor da proposta também foram duramente criticados em grupos de esquerda. As hashtags #CongressoInimigoDoPovo e “PEC da Bandidagem” ganharam força.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cotado como possível candidato à Presidência em 2026, não escapou e também foi alvo de ataques através de conteúdos produzidos por inteligência artificial.

Influência da cultura e da esquerda

A mobilização digital foi impulsionada pela adesão de artistas como Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil, que participaram da manifestação no Rio de Janeiro, atraindo atenção popular. Embora parlamentares de esquerda tenham liderado as críticas, a onda de engajamento ocorreu sem protagonismo direto do governo Lula ou do PT, revelando um movimento mais orgânico e descentralizado contra a blindagem parlamentar.

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