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Pesquisa Correio/Opinião põe Leila na frente ao Senado no DF; Michelle lidera rejeição

A disputa pelas duas vagas do Distrito Federal no Senado começa com vantagem para a atual senadora Leila do Vôlei (PDT). Pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política divulgada nesta semana coloca a parlamentar na liderança da corrida eleitoral, enquanto a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), embora apareça em segundo lugar, registra o maior índice de rejeição entre os candidatos.

Leila soma 46,9% das intenções de voto consolidadas (resultado da soma do primeiro e do segundo votos) e desponta como favorita para conquistar uma das vagas em disputa. Michelle aparece logo atrás, com 42%, seguida pela deputada federal Erika Kokay (PT), que alcança 32,3%. Na sequência figuram a deputada Bia Kicis (PL), com 22,6%, e o desembargador aposentado Sebastião Coelho (Novo), com 12,4%.

A confirmação da candidatura de Michelle ocorreu poucos dias antes da divulgação da pesquisa, após semanas de tensão no PL. A ex-primeira-dama chegou a cogitar desistir da disputa em meio ao desgaste público com o senador Flávio Bolsonaro (PL), mas acabou permanecendo na corrida ao Senado após articulação da direção nacional do partido e de aliados no Distrito Federal.

Pesquisa aponta estabilidade na disputa

O levantamento também simulou um cenário com a eventual entrada do empresário Paulo Octávio (PSD) na disputa. Mesmo com a inclusão do ex-vice-governador, que registra 15,9% das intenções de voto, a configuração permanece praticamente a mesma: Leila segue na liderança, Michelle mantém a segunda posição e Erika Kokay continua em terceiro lugar.

Além de liderar as intenções de voto, Leila aparece entre os nomes com menor resistência do eleitorado. Apenas 12% dos entrevistados afirmaram que não votariam na senadora, índice superado apenas pelo de Sebastião Coelho, que registra 8,7%. No extremo oposto está Michelle Bolsonaro: 30,6% dizem rejeitar a candidatura da ex-primeira-dama, o maior percentual da pesquisa.

Para Alexandre Garcia, CEO e responsável técnico da Opinião Inteligência Política, a campanha ainda pode alterar a correlação de forças entre os principais concorrentes. Segundo ele, o desempenho de Bia Kicis dependerá da capacidade de Michelle Bolsonaro de transferir votos para a correligionária.

O levantamento ouviu 1.109 eleitores entre 30 de julho e 1º de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número DF-04077/2026.

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