Bancada cobra políticas públicas que amparem populações excluídas
Nesta terça-feira 19 de agosto é comemorado o Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua. Parlamentares petistas, na Câmara dos Deputados, aproveitaram para reivindicar e defender a urgência de políticas estruturantes e denunciaram o preconceito contra os empobrecidos a chamada aporofobia.
Combate à Aporofobia
O deputado federal Patrus Ananias (PT – MG) destacou a importância do projeto de lei (PL 543/2023), de sua autoria, que institui a Política Nacional para a População em Situação de Rua e de Combate à Aporofobia. Para o parlamentar, enfrentar a pobreza extrema significa atacar a raiz de duas violências: a fome e a falta de moradia.
“Nós sabemos que a pobreza extrema bate em duas circunstâncias: não ter o que comer e não ter onde morar, lembrando a música popular brasileira, não ter um cantinho seu onde possa descansar”, afirmou.
Patrus Ananias evocou referências cristãs para reforçar a dimensão ética e humanitária da luta contra a exclusão. “Jesus dizia: ‘Eu tive fome e me destes de comer. Eu era sem casa, sem teto e me acolhestes’”, lembrou Patrus, ao ressaltar que chegou ao socialismo democrático por meio da fé e do ensinamento de sua mãe: “Meu filho, quando um pobre bate à sua porta, é Jesus que está batendo”.
Segundo o petista, a luta deve estar acima das disputas ideológicas. “Vamos olhar para as pessoas em situação de rua e ver nelas a pessoa de Jesus de Nazaré”, concluiu.
Memória e denúncia

A deputada federal Lenir De Assis (PT – PR) também lembrou que a data é marcada pela memória de um crime bárbaro que segue sem punição: a chacina da Praça da Sé, em São Paulo, quando sete pessoas em situação de rua foram brutalmente assassinadas há 21 anos.
“Esse crime ainda segue impune, mas a memória permanece viva”, destacou a parlamentar.
Lenir criticou iniciativas da extrema-direita em municípios brasileiros que tentam criminalizar a pobreza em vez de enfrentar suas causas estruturais. “Esses políticos que estão propondo essas medidas não querem resolver o problema. Querem apenas esconder a pobreza, ignorando que ninguém, ninguém está na rua ou vive na rua por sua própria escolha”, pontuou.
Para a deputada, o compromisso do Parlamento deve ser o de garantir direitos fundamentais e dignidade. “Nós precisamos, sim, cada vez mais, garantir saúde, educação, assistência, segurança, respeito para com essas pessoas, trabalho digno. Esta é a nossa bandeira no Paraná e aqui em Brasília”.
Elisa Alexandre
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