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Petrobras lança plano de US$ 109 bi e projeta pico de produção até 2028

A Petrobras aprovou o Plano de Negócios 2026-2030, que prevê US$ 109 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos, com prioridade para petróleo e gás, ampliação do parque de refino, avanço em fontes de baixo carbono e rigor fiscal para garantir sustentabilidade financeira. Segundo a presidente da estatal, Magda Chambriard, “com o Plano de Negócios 2026-30, reafirmamos a nossa ambição de crescer junto com o Brasil”.

Ela destacou ainda que “nossos investimentos somam um volume significativo para a economia brasileira, US$ 109 bilhões, que representam 5% dos investimentos totais no país” e que os projetos têm potencial de gerar “311 mil empregos diretos e indiretos”, além de contribuir com R$ 1,4 trilhão em tributos para estados, municípios e União nos próximos cinco anos. “Seguiremos nossa trajetória como empresa integrada e líder na transição energética justa, promovendo o desenvolvimento sustentável do país”, afirmou.

Crescimento produtivo e foco no pré-sal

Do total investido, US$ 69,2 bilhões serão destinados à área de Exploração e Produção. O documento, divulgado nesta sexta-feira (28), reforça a estratégia de “dupla resiliência”: baixo custo e baixa emissão. A Petrobras projeta atingir o pico de produção de 2,7 milhões de barris/dia em 2028, com mais oito novos sistemas de produção até 2030 — sete já contratados — e forte presença do pré-sal, que responde por 62% da carteira.

O plano prevê redução do Custo Total do Petróleo Produzido para US$ 30,4 por barril, e aponta a entrega de 11 FPSOs no campo de Búzios até 2027, além da licitação de uma nova unidade, a P-91.

Expansão do refino e combustíveis mais limpos

O segmento de Refino, Transporte, Comercialização, Petroquímica e Fertilizantes receberá US$ 15,8 bilhões. A estatal projeta elevar sua capacidade de 1,8 para 2,1 milhões de barris por dia até 2030, sem construir novas refinarias, mas ampliando e modernizando unidades existentes.

Com a conclusão do Trem 2 da RNEST e do projeto Refino Boaventura, a produção de diesel S-10 deve crescer em 307 mil bpd até 2030. Há também investimentos em biorrefino, incluindo BioQav (SAF) e diesel 100% renovável.

Baixo carbono, gás natural e parcerias

A estatal direcionará US$ 4 bilhões para gás natural e energias de baixo carbono, priorizando etanol, biodiesel, biometano, SAF e hidrogênio de baixa emissão. O plano inclui ainda parcerias para energia solar e eólica onshore e continuidade de estudos em captura e armazenamento de carbono (CCUS).

Somadas, as iniciativas de transição energética totalizam US$ 13 bilhões, equivalente a 12% do investimento total.

Além disso, a Petrobras mantém metas como reduzir 30% das emissões absolutas até 2030 (em relação a 2015), eliminar a queima de rotina em flare, reduzir intensidade de carbono no E&P e no refino e manter emissões anuais abaixo de 55 milhões tCO₂e até o fim da década.

O plano estabelece limites de endividamento — dívida bruta máxima de US$ 75 bilhões, convergindo para US$ 65 bilhões — e fluxo de caixa capaz de garantir dividendos ordinários entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões no período.

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com informações da Agência Petrobras

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