
Os problemas tendem a perseguir o senador Flávio Bolsonaro (PL). Dessa vez, o jogador de futebol Richarlison, que atua no futebol inglês, acusa o candidato à presidência e o advogado Willer Tomaz, parceiro do parlamentar, de tomarem dele uma ilha em Angra dos Reis (RJ).
Agora a Polícia Federal (PF) deve incluir o caso na investigação que apura se Willer atuava para lavar dinheiro da fraude dos descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Como já é público, Flávio Bolsonaro e Willer usavam a mesma conta no Santander. Além disso, e-mails, aeronaves e viagens internacionais aproximam o candidato do PL do advogado, que movimentou cerca de R$ 5 bilhões em apostas bets em 2025.
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O valor absurdo em apostas online não está errado, é realmente na casa dos bilhões, o que aumenta ainda mais a suspeita de lavagem de dinheiro de diferentes fontes. Nesta semana, a PF encontrou uma sala secreta em um hangar de Willer, no Aeroporto de Brasília, apontada como esconderijo para a contagem de dinheiro fruto de desvios. A sala estava escondida atrás de uma parede falsa.
Nas redes sociais, o presidente Lula (PT) postou um vídeo em que pede para a PF investigar o caso da ilha de Richarlison: “Estou pedindo para a Polícia Federal investigar para saber onde que foi feito o trambique”.
Ilha do Richarlison
Há meses o caso repercute nas redes sociais, mas agora o jogador apresentou em vídeo os documentos de que havia investido R$ 10 milhões na compra, pagos aos donos originais do terreno.
Segundo o atleta, ele aguardava a regularização pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU), sendo que o processo ficou engavetado por 10 meses. Nesse meio tempo, o local recebeu propostas de compra recusadas por Richarlison, incluindo uma de Flávio Bolsonaro.
Com a negativa de venda, o advogado e amigo do senador, Willer Tomaz, realizou uma manobra judicial e conseguiu a posse da ilha junto à SPU em menos de 24 horas.
“Eu não quis vender a ilha para ele. Como não quis, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça. A gente estava resolvendo a papelada, e eles falaram que demorava meses ou até anos para resolver. Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha. Aí a Justiça falhou. Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Gastei em torno de R$ 10 milhões lá e não recebi nada”, acusa o jogador do Tottenham, que divulgou o número dos processos sobre o caso e uma mensagem que enviou para Flávio Bolsonaro.
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Para piorar a situação, sem nenhum comunicado, homens armados apareceram na ilha e expulsaram quem estava lá: a esposa grávida do ex-empresário do jogador, Renato Velasco, e outros familiares deles, incluindo crianças, além de funcionários.
O imóvel havia sido comprado pela empresa Sport 70, uma sociedade entre o atleta e o ex-empresário.
O vídeo de Richarlison, que foi titular da seleção brasileira na Copa de 2022, é uma resposta a Willer Tomaz. O advogado indicou que, se fossem apresentadas provas da compra, transferiria o direito do imóvel ao atleta. Depois da troca de vídeos, agora Willer diz que nenhuma prova foi apresentada e diz para o jogador de futebol cobrar quem o lesou, pois foi enganado.
No entanto, agora é a Polícia Federal quem vai observar quem de fato tem direito nessa disputa e quem anda enganando quem nessa avalanche de denúncias que surge contra o advogado.
O post PF investigará Flávio e Willer por tomarem a ilha de Richarlison em Angra (RJ) apareceu primeiro em Vermelho.