
O Partido Liberal (PL) formalizou o reconhecimento da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026.
Em nota assinada pelo presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, a sigla aceitou o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), isolando o senador Flávio Bolsonaro.
“Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático”, afirma o comunicado oficial do PL. Embora a nota insista em críticas e ilações sobre “medidas eleitoreiras”, a direção partidária recusou-se a embarcar na tese de anulação do pleito que vinha sendo defendida pelo próprio candidato derrotado.
Leia mais: Com medo de ser preso, Flávio Bolsonaro foge e deixa órfãos 60 milhões de eleitoresw
A guinada da cúpula do PL explicita o racha interno e contrasta diretamente com o tom golpista adotado por Flávio Bolsonaro na noite de 25 de outubro. Logo após a proclamação oficial do resultado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, o senador havia declarado ser “impossível reconhecer o resultado dessas eleições” e prometido acionar a Justiça para anular a votação. As urnas, porém, confirmaram uma vantagem expressiva de 4,4 milhões de votos a favor de Lula — que alcançou 64.256.232 votos (51,79%) contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio.
Fuga e descumprimento de ordem judicial
Logo após o comunicado do PL foi confirmação a fuga do candidato derrotado. Na madrugada de 27 para 28 de outubro, Flávio Bolsonaro, acompanhado da esposa Fernanda e das filhas Carolina e Luiza, deixou o Brasil de forma clandestina em relação às determinações do Supremo Tribunal Federal (STF).
O grupo cruzou a fronteira terrestre em direção à Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves e embarcou em um jato privado com destino aos Estados Unidos, utilizando uma rota traçada para evitar o espaço aéreo nacional.
A saída do país se deu em descumprimento direto à decisão do ministro Alexandre de Moraes, que havia determinado a proibição de saída do Brasil e a entrega imediata dos passaportes do senador, prazo que expirou sem cumprimento.
Com a ausência do candidato da legenda e diante do avanço das investigações judiciais, o comando do PL preferiu se readequar ao rito institucional.
Embora a nota assinado por Valdemar não faça cumprimentos diretos a Lula e tente valorizar o tamanho da bancada eleita, o gesto consolida o alinhamento forçado do partido às decisões da Justiça Eleitoral e sela o completo isolamento político da família Bolsonaro dentro da própria legenda.
O post PL reconhece vitória de Lula e contradiz candidato derrotado apareceu primeiro em Vermelho.
