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Plano de Flávio amplia pobreza e desigualdade, diz Nobel de Economia

O economista Joseph Stiglitz, vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2001, diz que uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no domingo (25) representa sérios riscos para a economia brasileira.

Segundo ele, o projeto do filho 01 de Jair Bolsonaro “levará à deterioração do padrão de vida das classes média e baixa, à redução da capacidade de investimento público e levará ao aumento da desigualdade e da pobreza”.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, o professor de administração e negócios na Universidade Columbia, em Nova York, faz referência ao ajuste fiscal de cerca de R$ 250 bilhões em cortes de gastos públicos proposto pelo candidato da extrema direita.

Stiglitz considera que uma eventual austeridade fiscal em um governo de Flávio resultaria na redução do Produto Interno Bruto (PIB), o que afastaria os investimentos externos.

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Sobre o risco institucional com aprofundamento das desigualdades, o professor disse que haverá redução do PIB se cortar impostos e despesas simultaneamente.

“Mas, se cortar impostos e reduzir ainda mais as despesas, isso será realmente contracionista. Portanto, o PIB do Brasil cairá. Bem, quem sofrerá? Obviamente, serão os trabalhadores”, afirma.

“Ele prometeu não cortar as aposentadorias. Isso significa que, no restante, os cortes serão muito severos. Os programas discricionários voltados aos pobres e à classe média, como a educação e outros programas, serão devastados”, acrescenta.

O economista diz que o plano do candidato é um risco para a economia brasileira no longo prazo.

“No curto prazo, mencionei que o PIB cairá. Mas, no longo prazo, a área que sofre cortes é o investimento. Digo isso porque ele não pode cortar as aposentadorias, e muitos dos outros cortes afetariam tanto as pessoas que haveria resistência. O que as pessoas não percebem tanto são os cortes em investimentos, porque seus efeitos se manifestam no futuro”, explica.

Além disso, o professor advertiu que reduzir os gastos com educação, infraestrutura e tecnologia acaba com a aspiração do Brasil de diminuir a distância em relação aos países desenvolvidos. “Cortes desse tipo ampliarão a distância entre o Brasil e esses países”, diz.

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