Policiais mascarados invadiram na sexta-feira (01/05) um ponto de encontro de jovens ativistas do partido conjunto árabe-israelense Hadash na cidade de Umm al-Fahm e confiscaram bandeiras palestinas do local.
O deputado Ofer Cassif, do partido Hadash, enviou uma carta à Procuradora-Geral Gali Baharav-Miara solicitando a abertura imediata de uma investigação sobre o incidente. “O simples ato de invadir uma sede de um partido político legal na véspera de uma marcha de protesto também legal tem um sério efeito inibidor sobre a liberdade de expressão e a liberdade de organização”, afirmou.
O Hadash e o Partido Comunista Israelense afirmaram que os oficiais não se identificaram e não apresentaram um mandado de busca, segundo o jornal de Tel Aviv, Haaretz. As associações, que concorrem em chapa única, disseram que o incidente não é incomum, já que a polícia costuma tomar medidas semelhantes antes de grandes eventos públicos.
Nesse sentido, Cassif acrescentou que a confiscação de bandeiras palestinas é “um ato arbitrário sem qualquer fundamento legal, visto que se trata de uma bandeira cuja exibição é totalmente legal”.
Israeli forces stormed the Communist Party club in the city of Umm al-Fahm, located 1948-occupied territories, to remove Palestinian flags. pic.twitter.com/98SKk62tZY
— PALESTINE ONLINE 🇵🇸 (@OnlinePalEng) May 2, 2026
Ativistas do partido presentes durante a operação pediram à polícia que parasse, mas não resistiram às ações dos agentes. Pouco depois da operação, membros do partido chegaram ao clube, incluindo o ex-membro do Knesset, Yousef Jabareen.
“Esta é uma medida provocativa e truculenta, sem qualquer fundamento legal”, disse o ex-parlamentar, acrescentando que faz parte da política do Ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, de “silenciar e suprimir a liberdade de expressão”.
Desde que Ben-Gvir assumiu o cargo de ministro da segurança nacional, a polícia tem reprimido cada vez mais qualquer demonstração da bandeira. Na semana passada, a polícia proibiu a exibição da bandeira em uma marcha para comemorar o Dia da Nakba, levando ao cancelamento do evento pelo segundo ano consecutivo.
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