
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, disse que o bloqueio brutal aos suprimentos de combustíveis pelos Estados deixou a Ilha sem petróleo e óleo combustível.
Segundo ele, a situação do sistema elétrico nacional é particularmente tensa nos últimos dias.
“Para a jornada de hoje, prevê-se um déficit de mais de 2 mil MW no horário de máxima demanda ou pico noturno. Esse dramático agravamento tem uma única causa: o genocida bloqueio energético ao qual os EUA submetem o nosso país, ameaçando com tarifas irracionais qualquer nação que nos forneça combustível”, disse o presidente cubano nas redes sociais
Por causa do cerco criminoso, ele explicou que a indisponibilidade de combustíveis afetou a geração de 1.100 MW de energia na quarta-feira (13).
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“A melhor demonstração do que afirmamos está na sensível melhoria do serviço no mês de abril. A entrada em porto cubano de apenas um navio de combustível, de oito que são necessários como mínimo cada mês, permitiu reduzir o déficit e, com isso, os apagões que, embora não tenham desaparecido por completo, conseguiram ser atenuados”, afirma.
Díaz-Canel disse que meios de comunicação dos Estados Unidos, que servem à agenda belicista daquele país, divulgam “desconcerto perante a heroica resistência do povo cubano e a unidade do governo”.
“Tiveram que reconhecer que, apesar das cruéis medidas de asfixia econômica e energética que os EUA decretaram, Cuba segue de pé, não é um estado falido. Admitiram com isso que a crise que nos atinge é fruto da severa guerra econômica que nos impõem e da perseguição energética”, critica.
O presidente cubano diz que os porta-vozes do governo dos Estados tentam mostrar ao mundo que os problemas do país são consequência direta de uma má gestão do governo cubano. “Na realidade, é o resultado de um perverso plano que pretende levar a níveis extremos as carências e dificuldades do povo”, afirma.
“A nossa resposta segue sendo a mesma: dispostos sempre ao diálogo em igualdade de condições, continuaremos resistindo e criando, convencidos cada vez mais de que nos cabe saltar, com esforços próprios, por cima das enormes dificuldades, unidos como nação, e firmes para enfrentar os mais duros desafios”, completa.
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