O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reuniu-se neste domingo (19/07), em Washington, com o presidente do Líbano, Joseph Aoun. Eles discutiram a implementação do acordo de cessar-fogo assinado entre Tel Aviv e Beirute, em 26 de junho, com mediação dos Estados Unidos.
Segundo comunicado divulgado pelo Departamento de Estado norte-americano, Rubio “elogiou a coragem do governo do Líbano, sob a liderança do presidente Aoun, por seu esforço determinado para recuperar a soberania do Líbano, desarmar o Hezbollah e desmantelar sua infraestrutura terrorista, além de avançar rumo à paz”.
Nas redes sociais, o secretário de Estado norte-americano acrescentou que “os Estados Unidos mantêm o seu compromisso de apoiar este esforço e os esforços do Líbano para alcançar segurança, paz e um futuro melhor para o povo libanês”.
Na próxima terça-feira (21/011), o presidente Aoun se encontrará com o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir a implementação do acordo de cessar-fogo e os mecanismos para garantir a retirada das forças israelenses do sul do país.
A viagem marca a primeira visita de um presidente libanês a Washington desde 2009, quando o então mandatário, Michel Sleiman, foi recebido pelo ex-presidente Barack Obama.

@SecRubio/ X
Acordo de cessar-fogo
Em reunião realizada em Washington, no dia 26 de junho, Israel e Líbano anunciaram um acordo de cessar-fogo que incluía o desarmamento do Hezbollah, envio de tropas libanesas para o sul e a retirada progressiva das forças israelenses. O grupo armado não participou das negociações e se posicionou contrário às negociações, acusando o governo de legitimar a ocupação israelense no país.
Os ataques de Israel, no entanto, continuaram e suas tropas permanecem na região. As conversas foram retomadas em Roma, em 14 de julho. O Exército israelense anunciou a retirada de suas tropas em duas localidades no sul do país, como parte da implementação das “zonas-piloto”.
Pelo acordo, essas áreas ficarão sob controle das Forças Armadas libanesas. Beirute, no entanto, afirma que a medida atende apenas parte do que foi negociado.
Os ataques de Israel contra o Líbano começaram em 2 de março, após a retaliação do Hezbollah à Tel Aviv devido às agressões norte-americanas e israelenses no Irã. Pelo menos 4 mil pessoas foram mortas no sul libanês e o número de deslocados chegou a 1,2 milhões.
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