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Prorrogação do horário de votação não teve impacto na vitória de Lula, diz TSE

A tentativa da extrema direita de deslegitimar a soberania popular ruiu diante da apuração oficial. A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das Eleições 2026 foi consolidada com uma vantagem expressiva de 4,43 milhões de votos e transcorreu em total conformidade com a legislação e sem nenhuma alteração provocada pela decisão judicial que prorrogou o horário de votação em seções específicas.

Em pronunciamento oficial na noite de domingo (25), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o próprio ministro Kassio Nunes Marques, rechaçou as narrativas bolsonaristas e destacou a segurança do processo: “Mesmo diante de todas essas circunstâncias, adotamos todas as providências que se fizeram necessárias e fomos absolutamente exitosos. Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Houve prorrogação na forma em que foi decidida. O TSE cumpriu a decisão nos estritos termos em que ela foi proferida e logo após demos fluência à totalização e à disponibilização. Então, temos absoluta segurança de todo o processo eleitoral.”

A irrelevância do volume residual

O anúncio do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral ratificou a vitória de Lula, somando 64.256.232 votos (51,79% dos válidos) frente aos 59.826.041 votos (48,21%) obtidos por Flávio Bolsonaro. Uma vantagem sólida de 4.430.191 sufrágios (3,58 pontos percentuais).

A mobilização popular registrou o comparecimento de aproximadamente 128,2 milhões de brasileiros às urnas, resultando em uma taxa de abstenção de 19,2%, índice inferior ao verificado no primeiro turno.

Levantamento baseado nos logs públicos das 497.897 seções eleitorais desmentiu as narrativas bolsonaristas: apenas 35.521 votos foram registrados após as 17h em todo o país. O volume representa irrelevantes 0,03% do total e em nada altera a margem favorável ao projeto progressista.

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Garantia do direito de voto

A liminar do ministro do STF Cristiano Zanin, proferida no final do prazo de votação, garantiu o direito constitucional de voto da população trabalhadora.

A medida aplicou-se apenas às seções ainda abertas. As urnas encerradas às 17h não puderam ser reabertas devido à trava de software do sistema eleitoral. Para assegurar a lisura, o TSE bloqueou temporariamente o recebimento dos Boletins de Urna até as 19h, impedindo o acesso a dados parcializados.

Incapaz de aceitar a derrota, Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que contestará o resultado. Contudo, a convergência entre os dados auditáveis, a perícia dos logs e a postura do TSE confirma a vitória inquestionável da democracia e da classe trabalhadora.

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