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Protestos contra o ICE tomam as ruas em todos os EUA

Os protestos contra as operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE)  nos Estados Unidos se espalharam para todos os 50 estados e prosseguem no segundo dia consecutivo, com milhares de pessoas voltando às ruas neste domingo (1º). Os atos persistem em cidades como Minneapolis, Nova York, Los Angeles, Chicago e outras capitais estaduais. 

O presidente Donald Trump instruiu a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, a não intervir em cidades governadas por democratas sem pedido explícito das autoridades locais.

A onda de protesto começou ontem, quando 300  atos públicos mobilizaram dezenas de milhares de pessoas em todo o país.  Ao longo do fim de semana, as principais cidades estadunidenses foram marcadas por marchas, vigílias e paralisações. Os manifestantes contestam as políticas anti-imigração do governo Trump, agravadas pela Operação Metro Surge em Minneapolis, que intensificou a perseguição de imigrantes e resultou na morte de dois cidadãos americanos, Renee Good e Alex Pretti.

Protestos querem ICE fora de todos os lugares
Os protestos, sob o lema “ICE Fora de Todos os Lugares” (“ICE Out of Everywhere”), incluem paralisações em escolas, boicotes a compras e fechamentos de comércios em 46 estados, principalmente nas cidades de Minneapolis, Nova York, Los Angeles, Chicago, Seattle, Portland, San Francisco, Houston, Atlanta, Boston, Miami, Washington D.C. e Filadélfia. 

Greves e paralisações nacionais ocorreram na sexta-feira (30). Apesar do frio intenso em Minnesota, shows beneficentes foram feitos em apoio aos manifestantes com participação de astros da música norte-americana, como Bruce Springsteen. 

No Congresso americano, o impasse orçamentário ligado ao financiamento do ICE, provoca uma paralisação parcial do governo (shutdown).

Caso Liam Ramos: símbolo da indignação

Um juiz federal ordenou a liberação de Liam Conejo Ramos, menino de 5 anos detido com o pai em um centro do ICE no Texas, criticando a “crueldade” e o desrespeito aos princípios constitucionais nas ações da agência. O pai, equatoriano que entrou legalmente sob regras de asilo de 2024, foi acusado de imigração ilegal pelo Departamento de Segurança Interna; ambos foram soltos no domingo (01). O caso amplifica a fúria pública, com o deputado Joaquin Castro escoltando a família de volta a Minnesota.

Cidades com Maiores Protestos

Os maiores e mais visíveis atos se concentram em Minneapolis, Nova York, Los Angeles e Chicago, que se tornaram polos da onda nacional de mobilizações. Outras cidades com grandes concentrações incluem Seattle, Portland, San Francisco, Houston, Atlanta, Boston, Miami, Washington D.C. e Filadélfia.

Até agora, não há registro de novas mortes ligadas às ações do ICE após os últimos episódios em Minneapolis. Ao mesmo tempo, continuam na Justiça vários processos que contestam a Operação Metro Surge e outras políticas de imigração do governo Trump. Um desses casos é o pedido do estado de Minnesota para suspender a operação. O pedido, no entanto,  foi rejeitado por uma juíza federal, permitindo que o envio em massa de agentes de imigração ao estado siga em vigor enquanto a disputa jurídica continua. 

A combinação entre o avanço desses processos, o endurecimento das ações do ICE, o shutdown orçamentário em Washington e a pressão das ruas aprofundam a crise doméstica do presidente Donald Trump.

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