Notícias

Protestos globais e resistência rnterna contra ações dos EUA na Venezuela

Até as 11h do horário de Brasília deste domingo (4), manifestações contra os ataques militares dos Estados Unidos à Venezuela e o sequestro do ex-presidente Nicolás Maduro seguem crescendo em diversas partes do mundo, denunciando a agressão imperialista e a violação da soberania nacional.

No interior da Venezuela, a resistência popular se organiza em torno das lideranças chavistas, que convocam à unidade e à rejeição da intervenção estrangeira. Internacionalmente, a indignação se espalha, com vozes diversas – incluindo a do Papa Francisco – condenando a escalada militar e exigindo respeito ao direito internacional.

Resistência Interna na Venezuela

Na Venezuela, apoiadores de Maduro continuam mobilizados apesar da perseguição e da campanha midiática contra o ex-presidente. No sábado (3), milhares ocuparam as ruas de Caracas, Barinas e Anzoátegui, concentrando-se em torno do Palácio de Miraflores para exigir a libertação de Maduro e denunciar os bombardeios norte-americanos. As manifestações  ecoaram palavras de ordem como “O povo unido jamais será vencido”, com bandeiras vermelhas tremulando em defesa da pátria. 

A prefeita de Caracas, Carmen Teresa Meléndez, e a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiram a linha de frente, declarando estado de emergência e convocando o povo à resistência contra a ocupação. “A Venezuela não será colônia de ninguém”, afirmou Rodríguez. Apesar dos ataques a instalações militares, o núcleo de poder chavista permanece ativo, e hoje seguem mobilizações menores em várias cidades, exigindo provas de vida de Maduro, sequestrado junto à esposa Cilia Flores e levado aos EUA sob acusações de narcoterrorismo.

Protestos ao Redor do Mundo

Em mais de 80 cidades multidões se levantaram contra a agressão imperialista. Na América Latina, atos ocorreram na Colômbia, Costa Rica e Brasil – em Brasília, manifestantes se reuniram diante da Embaixada da Venezuela, empunhando bandeiras e cartazes pela soberania. Os presidentes Lula (Brasil), Gustavo Petro (Colômbia) e Miguel Díaz-Canel (Cuba) denunciaram a intervenção.

Na Europa, Londres, Paris, Atenas, Madrid e Roma foram palco de protestos com palavras de ordem como “Tirem as mãos da Venezuela” e “Defendam a soberania”. Em Londres, militantes do Partido Comunista Britânico se manifestaram diante da Embaixada dos EUA, unindo bandeiras venezuelanas e palestinas contra o imperialismo. Em Portugal, o PCP convocou atos contra a guerra e em defesa da autodeterminação.

Nos Estados Unidos, protestos em Nova York, Atlanta e Washington D.C. reuniram centenas que exigiram investimentos sociais em vez de guerras, organizados por movimentos como o Fórum do Povo. Rússia e China denunciaram a ação como “hegemônica”, embora sem anunciar apoio militar direto.

Condenação Internacional

A ofensiva norte-americana provocou reações contundentes de diversos Estados e lideranças globais. O Papa Francisco, em pronunciamento no Vaticano, declarou que “nenhuma nação tem o direito de sequestrar líderes políticos e bombardear povos soberanos”, pedindo diálogo e respeito à dignidade humana. Países como México, Bolívia, Nicarágua, Irã e China também se manifestaram contra a ação, classificando-a como “sequestro político” e “crime contra a paz”. A União Africana divulgou nota exigindo a libertação imediata de Maduro e condenando a violação da soberania venezuelana.

Situação em Aberto

As reações expõem a polarização global: de um lado, forças progressistas e populares que defendem a soberania; de outro, setores alinhados ao imperialismo que justificam a intervenção como combate ao crime. Até o momento, não há relatos de escalada violenta neste domingo, mas a Venezuela solicitou reunião urgente no Conselho de Segurança da ONU. O futuro permanece incerto, com os EUA ainda sem apresentar um plano pós-captura, enquanto cresce a pressão internacional pela libertação de Maduro e pelo fim da agressão.

O post Protestos globais e resistência rnterna contra ações dos EUA na Venezuela apareceu primeiro em Vermelho.