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Putin exalta BRICS como ‘força motriz’ para construção de ordem mundial mais justa

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou neste domingo (13/09), durante o encerramento da 18ª Cúpula do BRICS, em Nova Délhi, que o bloco se tornou uma das principais forças da economia mundial, respondendo por 49% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global.

O líder russo destacou o fortalecimento dos mercados internos dos países do bloco. Ele mencionou que o comércio entre eles alcançou US$ 1,2 trilhão, salientando que as nações do BRICS respondem por quase um quarto das exportações mundiais.

“O potencial para o desenvolvimento futuro do BRICS está longe de se esgotar”, disse Putin, apontando as oportunidades para a criação de novas cadeias produtivas, tecnologias, serviços e mercados.

Em sua avaliação, o interesse internacional pelo BRICS “continua crescendo”, e os valores e compromissos dos países do bloco com um rumo “independente e autônomo” atraem “muitos em todo o mundo”.

Putin também frisou o compromisso do BRICS “em resolver os problemas coletivamente, com base no direito internacional e nas principais disposições da Carta da ONU”. Ele classificou o bloco como “uma das poderosas forças motrizes” para o fortalecimento de um “multilateralismo genuíno” e para a construção de uma “nova ordem mundial multipolar mais justa”.

Putin exalta BRICS como ‘força motriz’ para construção de ordem mundial mais justa.
Alexander Kazakov / TASS

Integração econômica

O presidente da Rússia defendeu o aprofundamento da integração econômica e financeira entre os integrantes do BRICS. Ele pediu que os países analisem as propostas apresentadas por Moscou para a “construção de uma infraestrutura de pagamentos, liquidação e depositária do BRICS”.

Às vésperas da cúpula, o Fundo Russo de Investimento Direto, o BRICS Pay e o BRICS Pay India concordaram em estudar a integração da plataforma de pagamentos à infraestrutura já existente na Índia e preparar projetos-piloto para pagamentos internacionais. O bloco, no entanto, ainda não lançou um mecanismo único de pagamentos.

A Declaração de Nova Délhi prevê que a força-tarefa de pagamentos do BRICS continue buscando soluções práticas para as transações internacionais.

‘Oportunidade para nossos povos’

Durante a cúpula, o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, também destacou o crescente peso do BRICS no mercado internacional. Ele ressaltou a necessidade de que essa influência se traduza em oportunidades concretas para as populações dos países do bloco. “Ao nos unirmos, nos tornamos mais fortes”, afirmou.

Subianto destacou que essa força começa “dentro de casa, com o nosso povo” e com a capacidade dos governos de atender às necessidades alimentares, garantir o fornecimento de energia e a educação e oferecer oportunidades para que as populações “vivam com prosperidade”.

Ele também afirmou que o bloco deve ser uma força “que permita ao Sul Global ter uma voz maior na definição de seu próprio futuro”. “Juntos, podemos fazer com que nossa força conte”, afirmou, ao ressaltar a importância do BRICS na construção de uma “ordem internacional mais justa e igualitária”.

“É assim que construímos nações resilientes e verdadeiramente independentes”, acrescentou.

Defesa de ações coletivas

A 18ª Cúpula do BRICS terminou neste domingo (13/09) com a adoção da Declaração de Nova Délhi. Ao apresentá-la, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, anfitrião do evento, frisou a necessidade de os países do bloco trabalharem “por meio de parcerias e ações coletivas para superar a lacuna entre os compromissos e os resultados”.

“A ‘Declaração de Nova Délhi’, adotada hoje, oferece uma direção clara para nossa determinação compartilhada. Agora é nossa responsabilidade traduzir esses compromissos em resultados tangíveis”, afirmou.

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