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Quênia confirma primeira morte por variante do vírus ebola

O Ministério da Saúde do Quênia anunciou nesta segunda-feira (05/10) a primeira morte no país de uma pessoa infectada pelo vírus ebola, mais especificamente pela variante bundibugyo, responsável pelo mais recente surto da doença na África Central.

Segundo o reporte das autoridades quenianas, a vítima teria sido um homem que regressou recentemente ao país após sete anos vivendo na República Democrática do Congo, país onde se encontra o principal foco do surto atualmente.

Em coletiva à imprensa local, o ministro da Saúde, Aden Duale, disse que foram identificadas 28 pessoas que tiveram contato com a vítima desde o último sábado (03/10), e que todas elas foram colocadas em quarentena.

O ebola é uma doença que se manifesta com sintomas como febre hemorrágica, dores musculares, vómitos, diarreia, exantema e insuficiência hepática e renal.

Os sintomas costumam surgir três semanas após o contágio e boa parte das mortes costuma acontecer em questão de dias após a manifestação desses primeiros sintomas.

A variante bundibugyo é considerada pela comunidade científica como a mais contagiosa (que se propaga mais rapidamente) e a mais letal do vírus ebola já registrada.

Variantes e vacinas

O mais recente surto do vírus ebola é provocado pela variante bundibugyo, que tem esse nome por ter sido identificado pela primeira vez na região de Bundibugyo, na fronteira entre o sudoeste de Uganda e o nordeste da República Democrática do Congo.

Os primeiros casos foram registrados no primeiro semestre deste ano. Desde abril, a República Democrática do Congo se tornou o principal foco da doença. O reporte oficial mais recente, publicado no início deste mês, indica que o vírus já se alastrou por sete províncias do interior do país, matando pouco mais de 4 mil pessoas este ano.

O ministro da Saúde do Quênia, Aden Duale
Governo do Quênia

Esses números tornam o surto pela variante bundibugyo o segundo mais letal da história da doença na África, atrás apenas do provocado pela variante zaire, que matou pouco mais de 11 mil pessoas em Guiné, Libéria e Serra Leoa entre os anos de 2013 e 2016.

Existe atualmente uma vacina para a variante zaire do vírus ebola, mas que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não é eficaz para frear a disseminação da bundibugyo – a entidade afirma que há laboratórios trabalhando na elaboração de uma vacina para lidar com a nova cepa.

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