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Reeleger Lula: uma vitória necessária e possível

É hora de reunir forças para reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A dimensão do que está em jogo exige coragem, unidade e ação. O Brasil precisa avançar na redução das desigualdades, proteger a democracia e afirmar sua independência no mundo. Essa possibilidade passa pela vitória de Lula. O resultado da batalha está aberto, mas as forças democráticas, patrióticas e progressistas têm condições de vencê-la.

Não basta reconhecer a importância dessa eleição. É preciso transformar essa compreensão em disposição de luta. A extrema direita conserva força social, capacidade de mobilização, instrumentos de desinformação e apoio externo – o imperialismo estadunidense, governos e partidos políticos ultrarreacionários. Sua influência não desaparecerá por desgaste espontâneo. Subestimar o adversário seria tão grave quanto aceitar a derrota como destino.

O retorno de uma camarilha reacionária à chefia de Estado e do governo representaria um perigo para o país. Não podemos aceitar um poder que proteja privilégios, pratique a corrupção, atue em conluio com grupos do crime organizado, como as famigeradas milícias e se submeta a uma potência imperialista sedenta por dominar o mundo. Quando as instituições deixam de servir ao povo e aos interesses nacionais, o resultado é a perda de direitos, a mutilação da democracia, a degradação da vida social e a perda da soberania. Impedir esse retrocesso é questão de salvação nacional. O retrocesso que o país viveu durante o mandato de Jair Bolsonaro é razão mais do que suficiente para vocalizar o brado “Bolsonaros nunca mais”!

O candidato da extrema direita deve ser julgado pelo projeto que representa. A disposição de subordinar o Brasil aos interesses do imperialismo estadunidense e de acompanhar as forças mais reacionárias da região é incompatível com as credenciais democráticas e a independência exigidas de um presidente. A afinidade com a agenda de Trump oferece razões para rejeitar esse caminho: sua vitória colocaria em risco a soberania e as condições de sobrevivência de milhões que dependem do trabalho, da proteção social e dos serviços públicos.

Do outro lado da trincheira dessa batalha decisiva, o povo brasileiro tem Lula. Ele reúne liderança popular, experiência política e reconhecimento internacional para conduzir uma ampla frente democrática e patriótica à frente do poder nacional. As políticas sociais de seu governo e a defesa da soberania oferecem uma base para esse esforço.

A maioria reacionária que conformará o novo Congresso será sempre um fator negativo para a evolução política do país e a continuidade das mudanças com as quais Lula está comprometido.

É indispensável vencer a disputa eleitoral. Cada palavra e cada ação em pequenos círculos, nas grandes mobilizações e nas redes sociais pode abrir espaço para uma escolha consciente sobre o país que queremos construir e a partir da vitória abrir caminho para devolver centralidade à organização popular. Sindicatos, movimentos sociais, juventudes, mulheres, trabalhadores do campo e da cidade precisam ocupar seu lugar nas lutas que se seguirão às eleições. A unidade deve ganhar vida nos bairros, nos locais de trabalho, nas escolas e nas universidades.

Objetivamente, a candidatura do presidente Lula à reeleição representa uma ampla frente nacional, democrática e popular e um programa de transformações profundas no país. Amplitude nas alianças e firmeza nas propostas devem caminhar juntas.

A vitória de Lula é o passo fundamental para que a iniciativa recobrada durante a campanha do segundo turno pelas forças progressistas e o movimento de massas prossiga como base de sustentação para o futuro governo de Lula e para descortinar novos dias para o povo brasileiro. O país tem tudo para avançar na defesa da soberania nacional, no aperfeiçoamento da democracia e em avanços sociais: trabalho digno, renda, moradia, saúde, educação, serviços públicos de qualidade, elevação do padrão de vida do povo brasileiro.

O povo precisa enxergar como o desenvolvimento chegará à sua vida. Crescimento que concentra riqueza e mantém a precariedade não responde às necessidades nacionais. Um projeto democrático e popular deve valorizar o trabalho, ampliar direitos e colocar a capacidade produtiva do Brasil a serviço da maioria. Lula já deu indicações claras de que está disposto a seguir na liderança do País para alcançar esses elevados objetivos.

A responsabilidade desta eleição ultrapassa nossas fronteiras. Uma vitória de Lula fortalecerá a resistência à ofensiva da extrema direita na América Latina e aos projetos de subordinação aos Estados Unidos. Diante da pressão de Donald Trump e de seus aliados regionais, preservar a autonomia brasileira tem importância para todo o continente.

O peso econômico, territorial e diplomático do Brasil, sob a liderança de Lula, permitirá ampliar a cooperação entre países latino-americanos, fortalecer o Sul global e atuar pela paz. A participação no Brics e a construção de uma ordem multipolar devem produzir resultados para o desenvolvimento nacional.

A reeleição de Lula abre caminho para enfrentar as contradições brasileiras e enfrentar a ofensiva reacionária. Seu alcance dependerá da força organizada da sociedade, da pressão por mudanças e da continuidade da participação popular depois das eleições. Mas sua derrota comprometeria o caminho de avanços sociais e soberania que precisamos aprofundar.


Por isso, a hora é de mobilização. Reunir quem já está convencido, dialogar com quem hesita e disputar cada voto com argumentos e compromisso com a verdade. A complexidade da batalha deve nos levar a ampliar o esforço. Pela democracia, pelos direitos do povo e pelo lugar soberano do Brasil no mundo, vencer com Lula é possível e indispensável.

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