
A rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma queda acentuada, de seis pontos percentuais, saindo de 53% para 47%. Os dados são da pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21). Essa redução foi verificada em apenas uma semana.
No caso de Flávio Bolsonaro (PL), a rejeição é bem maior, marcando cinco pontos a mais na comparação com Lula. O senador tinha 54% e tem 52% agora. A rodada anterior foi divulgada no dia 14 de outubro.
A rejeição a um candidato é uma medida importante nas corridas eleitorais majoritárias; afinal, quanto maior o número de eleitores que dizem que não votariam naquele nome, menor tende a ser sua votação, favorecendo o adversário. No caso, o cenário é bastante positivo para Lula.
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A mesma sondagem mostra que Flávio caiu um ponto, ficando com 45% das intenções de voto, enquanto Lula manteve seu patamar, de 44%, em relação ao levantamento anterior do mesmo instituto. A situação indica empate técnico.
A pesquisa entrevistou 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE como BR-08535/2026.
Cenário favorável a Lula
Embora Lula tenha terminado o primeiro turno atrás de Flávio, o cenário político-eleitoral tem se mostrado muito mais favorável ao presidente.
Após anos de luta, Lula obteve junto ao Senado a histórica conquista do fim da escala 6×1 e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais de trabalho, promulgada pelo Congresso no dia 16.
Além disso, foram asseguradas novas condições e vantagens aos microempreendedores individuais (MEIs), como a anistia a dívidas e o aumento do teto, propostas do governo Lula aprovadas no Congresso no dia 15.
Ao mesmo tempo, dezenas de manifestações massivas em apoio a Lula têm acontecido de Norte a Sul do Brasil e também foram divulgados dados positivos sobre o País, envolvendo economia, trabalho e meio ambiente, entre outros, que demonstram o caminho certo trilhado pelo atual governo.
Denúncias pesadas
Por outro lado, diariamente vêm à tona novas denúncias sobre possíveis casos de corrupção e lavagem de dinheiro, entre outras ilicitudes, envolvendo Flávio Bolsonaro.
Entre as mais recentes está a abertura de segundo inquérito contra o senador, para apurar operações de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz (o primeiro inquérito diz respeito ao até hoje não explicado suposto financiamento milionário do filme “Dark Horse” pelo banqueiro fraudador Daniel Vorcaro, dono do Master).
Também causou indignação o fato de Flávio Bolsonaro ter tentado, como advogado, não deixar um policial acusado, com provas robustas, de matar a menina Ana Clara, de 5 anos, no Rio de Janeiro ser submetido a júri. Soma-se a isso o apoio à proposta de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), do fim da obrigatoriedade de marcação das munições usadas pelas Forças Armadas e polícias.
Outra questão que joga contra o senador é o fato dele não ter aceitado o desafio lançado por Lula de abrir o sigilo bancário, fiscal e telefônico seu e de seus familiares. Nesta terça (20), Lula autorizou que seus dados e de parentes fossem mostrados, mediante a abertura dos mesmos por Flávio.
Nesta semana, também foram divulgados outros fatos graves relativos ao senador. O UOL revelou que o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro faturou R$ 13,7 milhões entre janeiro de 2023 e julho de 2026, período em que ele exercia o mandato de senador.
Além disso, documentos acessados pela revista piauí no Brasil e no exterior indicam que o senador foi sócio indireto de uma casa de apostas online – a Best Bet —, ligada ao advogado Willer Tomaz. Dentro desse enredo, também está contido o acesso como “usuário master” de Flávio a uma conta offshore de Tomaz.
O post Rejeição a Lula despenca 6 pontos e chega a 47%; a de Flávio vai a 52% apareceu primeiro em Vermelho.