A série jornalística especial sobre a COP30, que aconteceu em 2025 em Belém, do TBIJ (The Bureau of Investigative Journalism) recebeu o prêmio internacional CCNow (Covering Climate Now) Journalism Award na categoria Grandes Projetos e Colaborações. E a Repórter Brasil contribuiu para uma de suas reportagens.
O Covering Climate Now Journalism Awards é um prêmio internacional de jornalismo que reconhece reportagens de excelência sobre a crise climática, soluções, justiça social, combustíveis fósseis e eventos climáticos extremos.
Em novembro de 2025, os jornalistas Daniela Penha, Murilo Pajolla, Bruna Borges e Poliana Dallabrida, da Repórter Brasil, mostraram que a SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de soja, algodão e milho do país, arrendou no sul do Piauí terras de fazendeiros acusados de grilagem por membros de comunidade tradicional da região. A reportagem foi produzida em parceria com TBIJ e o O Joio e o Trigo. O representante da companhia defendia que a COP30 seria importante para o mundo ter uma imagem do Brasil ecológica e socialmente responsável.
De acordo com a investigação, uma área de 14,5 mil hectares de uma propriedade conhecida como Fazenda Cosmos, dos empresários Ricardo Tombini e Eduardo Dall’Magro, foi anexada à propriedade de nome Parnaguá, um dos principais pólos de produção da empresa SLC em Santa Filomena (PI).
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O anúncio do arrendamento de terras foi emitido pela SLC em agosto de 2024, para produção de soja e algodão. O prazo do contrato era de 15 anos, iniciando na safra 2024/25 e terminando em 30 de agosto de 2039.
A reportagem também mostrou que os fazendeiros respondiam a processos judiciais por sobreposição da fazenda a territórios tradicionais da comunidade de Melancias e eram citados em investigação que mapeia os impactos do agronegócio na região.
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