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Se reeleito, Lula decide por qual porta entrará para a história, afirma biógrafo Fernando Morais

No programa 20 MINUTOS desta segunda-feira (06/04), o jornalista Breno Altman, fundador de Opera Mundi, entrevistou o jornalista e escritor Fernando Morais, autor de diversas biografias de grande sucesso e que está lançando recentemente a obra Lula, volume dois (Companhia das Letras), segunda parte da história do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A conversa girou em torno das histórias contidas no novo livro, mas também abordou o presente e o futuro político do atual mandatário.

Em uma das passagens da entrevista, Morais disse divergir da ideia de que existe um “Lula do Velho Testamento” – da época da eleição de 1989 – e um “Lula do Novo Testamento” – mais moderado, a partir de 2002. Ele lembra que essa mudança foi marcada, anos atrás, pelo slogan “Lulinha Paz e Amor”, criado pelo publicitário Duda Mendonça.

“O Lulinha Paz e Amor já existia antes desse slogan ser criado, e antes da aliança com o PL, em 2002, que emplacou o José Alencar como vice”, recorda o escritor, que também destaca que o líder petista “sempre foi um grande negociador, e grande conciliador”.

Morais também afirmou que Lula tem “uma grande dificuldade de lidar com as derrotas”, e conta que, após sua primeira derrota eleitoral, na eleição para governador de São Paulo em 1982 – quarto lugar, atrás de Jânio Quadros, Reynaldo de Barros e do eleito Franco Montoro –, “ele decidiu abandonar a vida pública” e que o então líder cubano Fidel Castro o convenceu a reverter essa posição.

O escritor também disse que acredita na vitória de Lula nas eleições presidenciais de 2026, na qual o atual presidente tentará seu quarto mandato.

Segundo Morais, “Lula vai escolher a porta pela qual vai entrar para a história neste quarto mandato, se ele for eleito este ano, e eu acho que ele será eleito”.

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