O bilionário Elon Musk, proprietário da rede social X, e Steve Bannon, ex-estrategista do presidente norte-americano Donald Trump, questionaram nesta segunda-feira (26/10) o resultado do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, que confirmou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, neste domingo (25/10).
Ambos divulgaram publicações colocando em dúvida a legitimidade da votação, sem apresentar provas de irregularidades. Musk compartilhou uma publicação de um aliado de Trump que questionava matematicamente a virada de Lula no segundo turno. “A conta não fecha”, escreveu o magnata.
A postagem argumenta que os candidatos eliminados no primeiro turno haviam recebido, juntos, 9,33 milhões de votos, quantidade que, segundo o autor, tornaria improvável a recuperação eleitoral do presidente.
O cálculo, no entanto, desconsidera a entrada de quase 5 milhões de votos na comparação entre os dois turnos: 3 milhões devido à redução da abstenção e 1,8 milhão à diminuição dos votos brancos e nulos.
São esses números, destaca o UOL, que ajudam a explicar a virada histórica do presidente.
Math doesn’t add up
— Elon Musk (@elonmusk) October 26, 2026
Bannon
Um dos principais estrategistas da extrema direita global e ideólogo do movimento Make America Great Again (MAGA), Steve Bannon afirmou que as eleições foram “roubadas” no Brasil.
Bannon republicou o discurso de Flávio Bolsonaro, que não aceitou a derrota eleitoral e disse que irá pedir a anulação da eleição.
Ele também questionou a prorrogação do horário de votação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a votação, divulgando uma matéria do The New York Times com declarações de analistas que apontaram a possibilidade de anulação.
As manifestações de Musk e Bannon, destaca o UOL, ocorrem em meio aos questionamentos abertos nos tribunais brasileiros sobre a ingerência das plataformas digitais, incluindo o X de Musk, e possíveis interferências estrangeiras no processo eleitoral do país.
Musk chegou a reagir favoravelmente a Bolsonaro diante de um dos gráficos da plataforma de apostas Polymarket, que atribuía 58% de chances de vitória ao bolsonarista.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não se pronunciou sobre a reeleição de Lula.
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