Em ato de conclusão do dia de greve convocado para esta quinta-feira (21), o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) realizou uma assembleia geral no centro de eventos Barros Cassal em que foi aprovada a manutenção do estado de greve. Uma nova assembleia foi marcada para o dia 25 de março, mesmo data para a qual está prevista uma rodada de negociações com a Prefeitura sobre as reinvindicações da categoria por reajuste salarial.
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O estado de greve é a situação pela qual o sindicato avisa que os trabalhadores aos quais representa poderão deflagrar uma greve a qualquer momento. Além disso, a assembleia aprovou que uma greve pro tempo indeterminado será deflagrada a partir de 1º de abril caso a Prefeitura não atenda a pauta da categoria.
O dia de greve convocado pelo Simpa contou com uma série de ações realizadas ao longo da quinta-feira. Pela manhã, uma manifestação foi realizada pelas ruas do Centro de Porto Alegre, com caminhada do Paço Municipal até o Centro Administrativo da Prefeitura. Segundo o sindicato, cerca de mil pessoas participaram desse ato.
Já durante a tarde, uma nova manifestação foi realizada com início no Hospital de Pronto-Socorro (HPS) da Capital. Do local, os municipários saíram em caminhada pelas ruas da cidade até a Rua Doutor Barros Cassal, onde foi realizada a assembleia.
A principal reivindicação do sindicato é por reajuste salarial, uma vez que a categoria não recebe reposição da inflação desde 2023. Nos cálculos do Simpa, desde o início do governo do ex-prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB), em 2016, as perdas acumuladas chegariam a 33,40% em razão de sucessivas datas-bases não respeitadas.
O Simpa pontua que a gestão Melo se comprometeu há dois anos com o reajuste, mas nenhuma medida concreta foi anunciada desde então. Em 2024, Melo atribuiu a falta de reajuste ao impacto da enchente de maio e, neste ano, a justificativa da gestão até o momento para não avançar nas negociações é de que a Prefeitura precisaria enfrentar uma situação de “gastos exorbitantes” na Saúde.
“O governo pediu que a gente levasse em consideração este fato para não atender à nossa reivindicação, o que, obviamente, nos gerou um grande desgosto, uma grande frustração. A gente sabe que isso é uma narrativa que não condiz com a realidade”, diz a diretora-geral do Simpa, Cindi Sandri.
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