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Sob Tarcísio, SP amarga pior desempenho econômico em 10 anos e bate recordes em violência

Indicadores oficiais do Banco Central, da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) e do Ministério Público estadual (MPSP) revelam que o estado de São Paulo atravessa um cenário de desaceleração econômica e agravamento de índices sociais sob a gestão do governador Tarcísio de Freitas. Nos últimos 12 meses, São Paulo registrou o menor crescimento econômico entre as unidades da Federação, além de recordes nos números de feminicídios e de letalidade decorrente de intervenção policial.

No campo econômico, o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), indicador apurado pelo Banco Central que mede o desempenho dos setores agropecuário, industrial e de serviços, apontou um avanço de apenas 0,4% na economia paulista no acumulado de 12 meses encerrado em maio de 2026. O resultado coloca São Paulo na última posição no ranking nacional de crescimento e representa a pior marca da economia paulista nos últimos dez anos, desconsiderando os períodos atípicos de recessão aberta e o colapso decorrente da pandemia. Trata-se também da pior colocação do estado no levantamento desde o início da mensuração histórica do IBCR pelo Banco Central, em 2003.

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No comparativo regional referente ao período, a média nacional de crescimento oscilou entre 1,4% e 2%. O Centro-Oeste liderou a expansão econômica com taxa de 3,1%, seguido pelo Nordeste, com 2,7%, Norte, com 2,3%, e Sul, com 2,2%. O Sudeste registrou alta de 1,6%, impulsionado pelo desempenho de estados como o Rio de Janeiro, com crescimento de 5%, e Espírito Santo, com 3,9%, enquanto São Paulo apresentou o resultado mais baixo da região.

Em relação à segurança pública, os relatórios da SSP-SP e do MPSP apontam aumento nos índices de letalidade policial pelo terceiro ano consecutivo.

Em 2025, foram notificadas 834 mortes por intervenção de agentes do Estado em São Paulo, número superior às 813 ocorrências registradas em 2024. As ações envolvendo policiais militares em serviço somaram 672 mortes em 2025, frente a 653 no ano anterior. No primeiro trimestre de 2026, as ocorrências com agentes em serviço resultaram em 142 mortes, ante 137 no mesmo período do ano passado.

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Dados do Ministério Público indicaram que o volume de mortes de civis em ações policiais em 2025 atingiu o patamar mais elevado dos últimos seis anos no estado.

A violência contra a mulher também apresentou alta nas estatísticas oficiais. A Secretaria da Segurança Pública contabilizou 270 casos de feminicídio em 2025, o maior volume anual registrado desde o início da consolidação desses dados em 2018. O acumulado do primeiro trimestre de 2026 registrou 86 ocorrências, número 41% superior ao verificado no primeiro trimestre de 2025 e 72% acima do total do mesmo período de 2022.

Na área da educação e pesquisa, medidas orçamentárias e diretrizes aprovadas na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) motivaram debates sobre o financiamento do setor.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) apreviu a possibilidade de desvinculação de até 30% de receitas de fundos estaduais, com impacto sobre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), além da expansão de renúncias fiscais. Levantamentos das bancadas de oposição estimam uma redução potencial de R$ 5,6 bilhões para as universidades estaduais e de R$ 17,7 bilhões para a educação básica em função das desonerações concedidas. Por outro lado, o governo estadual anunciou a destinação de R$ 530 milhões para obras de infraestrutura, climatização e creches, integrantes de um plano de investimentos anunciado de R$ 1,2 bilhão. Em maio de 2026, episódios de desocupação e intervenção policial no campus da Universidade de São Paulo (USP) também geraram manifestações de entidades estudantis e acadêmicas.

Retrocesso social e econômico sob Tarcísio

Os dados oficiais comprovam que, sob o governo de Tarcísio de Freitas, São Paulo vive um cenário de estagnação econômica, aumento da violência letal do Estado e retrocesso em direitos sociais, especialmente para mulheres e para a educação pública. O estado que deveria ser a “locomotiva” do Brasil está, na prática, travado e puxando o país para trás.

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