O Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (24) a Policia Federal (PF) a ter acesso a dados da investigação que envolve a produtora audiovisual Go Up Enterteinment, responsável pelas gravações do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão foi determinada pelo ministro Flávio Dino após pedido da PF para acessar dados de uma operação realizada pela Polícia Civil de São Paulo que apura contratos da produtora com a prefeitura da cidade.
A empresa e o longa-metragem, que conta uma parte da biografia de Bolsonaro, entraram no radar da Polícia Federal e do STF após a revelação de terem recebido aportes de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso desde março por fraude financeira.
A investigação apontou suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos no contrato firmado pela ONG comandada por Karina Ferreira da Gama, produtora do filme Dark Horse, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além de administrar a ONG, Karina é dona da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo Dark Horse.
O caso envolve o envio de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, uma entidade ligada à produtora.
Os repasses vieram à tona a partir do inquérito que apura o suposto desvio de finalidade na destinação de R$ 2 milhões ao instituto. Os valores foram repassados por meio de emendas do deputado federal Mario Frias (PL-SP).
O caso chegou ao STF por meio de uma representação feita pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
Filme
A empresa e o longa-metragem, que conta uma parte da biografia de Bolsonaro, entraram na mira da Polícia Federal e do STF após a revelação de terem recebido aportes de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso desde março por fraude financeira.
O filme que retrata a vida política de Bolsonaro veio à torna após o site The Intercept revelar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações.
Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados.