
Após 10 dias de prisão e tortura por parte do Estado sionista de Israel, o ativista brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abukeshek devem ser libertados nos próximos dias.
Redação
INTERNACIONAL – Após 10 dias de prisão e tortura por parte do Estado sionista de Israel o ativista brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abukeshek serão liberados. A previsão de soltura se deve após pressão internacional por parte dos movimentos sociais, onde realizaram uma intensa campanha de denúncias e atos de solidariedade.
Prisão ilegal fere direito internacional
Thiago foi sequestrado pelo governo israelense dia 30 de abril, quando levava, junto com mais 55 barcos, ajuda humanitária para a Palestina. A Flotilha Samud é uma iniciativa internacional de diversas organizações humanitárias e foram atacados próximos a ilha grega de Creta, ou seja, em águas internacionais, num flagrante desrespeito às leis internacionais.
Ao todo, 21 pessoas foram presas, 34 feridas e os ativistas Thiago e Saif foram sequestrados e levados até a prisão de Shikma, um centro de detenção de alta segurança no sul de Israel, conhecido como um local utilizado para interrogatório e prisão de presos políticos.
A organização de diretos Humanos Adalah e Lara Souza, esposa de Thiago Ávila denunciaram que os dois presos foram sistematicamente torturados na prisão. Entre as denúncias, espancamento, privação do sono por meio de iluminação 24 horas na sela, e ameaças, isso tudo sem se quer uma denúncia formal para a prisão dos militantes, que responderam com uma greve de fome as torturas.
A justiça israelense chegou a prorrogar a detenção de Thiago e Saif alegando suspeita de terrorismo. Completa arbitrariedade. Vale lembrar que as práticas de tortura israelenses são conhecidas em todo o mundo. As técnicas de tortura do exército sionista orientaram as ditaduras na América Latina, desenvolvidas e aprofundadas durante a ocupação do território Palestino sobretudo após a Nakba em, 1947.
É preciso deter o projeto Sionista e o imperialismo
Os governos Brasileiro e Espanhol exigiram a liberdade dos dois ativistas e denunciaram a postura criminosa de Israel, que conta com total apoio de Donald Trump, que segue agindo como xerife do mundo e escalonando as tensões globais rumo a uma terceira guerra mundial.
O Escritório de Direitos Humanos da ONU exigiu, a libertação imediata e incondicional do ativista brasileiro Thiago Ávila e do espanhol-palestino Saif Abu Keshek em 6 de maio, sendo mais uma declaração feita pela entidade que entra na lista dos comunicados pronunciamentos simplesmente ignorados pelas autoridades mundiais e as leis internacionais.
A previsão de soltura de Thiago Ávila é uma vitória para os povos lutadores do mundo. Ao mesmo tempo mostra a fragilidade das leis e instituições, que mesmo criadas pelo governos burgueses simplesmente não são respeitados. Os atos internacionais e as manifestações de solidariedade realizadas ao redor do mundo nessas últimas semanas mostram que é preciso manter as denúncias desse atual momento que passa o imperialismo, e é sempre bom lembrar o conselho do comandante Che, que “não se pode confiar no imperialismo, nem um tantinho assim”.