O Tribunal Penal Internacional (TPI) solicitou a emissão de mandados de prisão sigilosos contra o ministro das Finanças israelense, Bezalel Smotrich, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, segundo reportagem do Haaretz.
Segundo fonte diplomática, além deles, outros três mandados seriam expedidos contra a ministra Orit Strock e dois oficiais das Forças de Defesa de Israel (FDI).
Em maio de 2025, conforme noticiado pelo The Wall Street Journal, o procurador-chefe do TPI, Karim Khan, já analisava emitir mandados contra Smotrich e Ben-Gvir, por violações relacionadas à expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada.
Ambos os ministros já foram proibidos de entrar em pelo menos oito países, entre eles Canadá, Austrália, Espanha, Noruega e Nova Zelândia. Os dois também foram impedidos pelo governo holandês de entrar nos 29 países europeus signatários do Acordo de Schengen, destaca a reportagem.

OSeveno/Wikicommons
Mandados de prisão
A medida se soma aos mandados de prisão já emitidos pelo tribunal, em 2024, contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o então ministro da Defesa, Yoav Gallant. Eles são acusados de promover fome em massa, assassinatos, perseguições e ataques deliberados contra a população palestina, destaca o jornal israelense.
Em dezembro do ano passado, o TPI rejeitou o recurso apresentado por Israel para anular o mandado de prisão contra Netanyahu, sob a alegação de parcialidade do jurista britânico.
Israel afirma que não reconhece a autoridade do TPI e classifica os mandados de prisão como uma “aberração legal”. O tribunal, por sua vez, sustenta que o consentimento israelense não é necessário para reconhecer sua jurisdição e dar continuidade às investigações.
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