
Subiu para 67 o número de pessoas mortas durante as tentativas de atravessar a fronteira entre Marrocos e o enclave espanhol de Ceuta, informou neste sábado (1º) o governo da Espanha.
Parte das vítimas morreu afogada ao tentar chegar a nado ao território espanhol. Outras morreram durante tumultos junto à barreira próxima ao quebra-mar, uma das principais rotas utilizadas nas travessias.
Entre 50 mil e 60 mil pessoas chegaram a Ceuta entre quinta (30) e sexta-feira (31), em um movimento sem precedentes na região. Muitos tentaram entrar pelo mar para contornar as barreiras terrestres que separam o território espanhol do Marrocos.
Os migrantes que atravessam a fronteira de Ceuta buscam na Europa oportunidades de trabalho, renda e condições de vida que não encontram em seus países de origem.
Entre os que chegaram à região nos últimos dias estão marroquinos e pessoas vindas de países da África Subsaariana, além de mulheres e crianças.
Sánchez tem defendido que a imigração não seja tratada apenas como uma questão de segurança.
Seu governo sustenta que os trabalhadores migrantes contribuem para a economia espanhola e, durante a crise em Ceuta, o premiê voltou a defender a cooperação com os países africanos.
“Se queremos reduzir a imigração irregular, precisamos cooperar com os países de origem e de trânsito”, afirmou.
Segundo o governo espanhol, a maioria dos migrantes que conseguiu entrar em Ceuta já retornou ao Marrocos, após o reforço dos controles na fronteira pelos dois países.
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