O 23º Tribunal de Primeira Instância de Caracas concedeu nesta terça-feira (26/05) a liberdade total a todos os acusados no chamado “Caso dos Paraquedistas”, no qual sete sargentos e dois generais foram acusados, em 2017, de tramar um golpe de Estado contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Com a decisão, oito réus foram colocados em liberdade: os sargentos Feydi Montero, Jairo Villegas, Javier Peña, Juan Díaz, Noé Romero, Rubén Bermúdez e Yecson Lozada, além do general Ramón Lozada.
O general Raúl Isaías Baduel, que também foi preso em função do caso, faleceu na prisão em outubro de 2021 – o governo venezuelano afirma que o militar, que foi ministro da Defesa durante o governo de Hugo Chávez, entre dezembro de 2006 e janeiro de 2008, faleceu por um quadro de covid-19, mas a família contesta essa versão.
Vale destacar que Baduel foi preso pela primeira vez em outubro de 2008, meses após deixar o Ministério da Defesa, ao ser acusado de desviar cerca de US$ 3,9 milhões do orçamento da sua pasta. Em 2015, o ex-ministro foi colocado sob liberdade condicional, mas voltou à prisão dois anos depois, justamente por seu envolvimento no Caso dos Paraquedistas.
O outro general ligado ao caso, Ramón Lozada, foi preso pela primeira vez em 2017, e colocado em liberdade condicional no ano seguinte.
Porém, em 2019, Lozada voltou à prisão após ser acusado de participar em um plano para tentar matar o presidente Maduro.
A libertação dos militares vinculados ao Caso dos Paraquedistas se insere no contexto da Lei de Anistia promovida pela presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o governo da Venezuela de forma provisória após o sequestro de Maduro e da primeira-dama Cilia Flores em uma operação militar dos Estados Unidos, em janeiro deste ano.
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