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Trump ameaça exterminar “civilização inteira” iraniana

Em um post explosivo na rede da qual é proprietário, a Truth Social, nesta terça-feira (7), o presidente dos EUA, Donald Trump, provocou a escalada da guerra contra o Irã ao nível genocida, declarando que “uma civilização inteira vai morrer esta noite, para nunca mais voltar” caso Teerã não reabra o Estreito de Ormuz até as 21h (horário de Brasília). A ameaça, que prevê a destruição total de pontes, usinas elétricas e infraestrutura civil iraniana, configura um crime de guerra explícito, com prazo esgotando-se em poucas horas.

Retórica apocalíptica e ultimato imperialista

Trump não mediu palavras: “Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente vai acontecer”, escreveu, prevendo uma “mudança de regime completa” com “mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas”. Após a postagem, mesmo antes do término do ultimato, seguiram-se ataques dos EUA e Israel a complexos petroquímicos em Assaluyeh, Mahshahr e Marvdasht – responsáveis por metade da produção iraniana –, além da ilha de Kharg, distribuidor vital de petróleo. Horas antes do prazo, Trump chamou o momento de “um dos mais importantes da história do mundo”, após minimizar o Estreito para os EUA e depois prometer sua “demolição completa”.

Essa escalada no 39º dia de conflito ocorre após os EUA e Israel bombardearem universidades, usinas de dessalinização e petroquímicas, sob o pretexto de reabrir a rota que o Irã bloqueou com pedágios de US$ 2 milhões por navio, disparando preços globais do petróleo.

Crime de guerra à vista: alvos civis na mira

A ameaça de destruir “todas as pontes e usinas elétricas” do Irã viola flagrantemente o direito internacional humanitário, atingindo infraestrutura essencial à sobrevivência civil – equivalente a um cerco genocida. Trump já havia postado no Domingo de Páscoa: “Terça-feira será o Dia da Central Elétrica e o Dia da Ponte, tudo em um só, no Irã. Abram o F****** Estreito, seus bastardos loucos, ou viverão no inferno – ASSISTAM! Louvado seja Alá”. Tal retórica, reportada por Al Jazeera e NYT, expõe o caráter terrorista da ofensiva ianque-israelense.

Numa nova onda de bombardeios israelenses atingiu alvos estratégicos de infraestrutura no Irã como estrada de ferro. Nem mesmo a Sinagoga Rafi Niya, localizada na região central de Teerã foi poupada. De acordo com relatos da agência estatal IRNA e confirmações de lideranças da comunidade judaica local, o templo sofreu danos severos, com rolos da Torá e objetos sagrados soterrados sob os escombros.

O governo iraniano reage imediatamente. O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) promete cortar suprimentos de energia aos EUA e aliados “por anos” se civis forem alvejados, enquanto o vice-chanceler Kazem Gharibabadi denunciou “crimes de guerra” iminentes. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que está pronto para morrer pela pátria, com 14 milhões de voluntários iranianos – segundo registros oficiais de Basij e milícias populares – e com civis cercando usinas petroquímicas e elétricas para proteção humana contra bombardeios. Teerã ampliou ataques de mísseis contra Israel e outros alvos do Golfo, mantendo o bloqueio e alertando para “respostas devastadoras” além-fronteiras. Embaixadas iranianas zombaram as ameaças com a expressão norte-americana: “Get a grip”, que numa tradução livre para o Brasil seria “Caia na real”.

Mídia ocidental 

Enquanto BBC e NYT rotulam a linguagem de Trump como “um arroubo autoritário”, Fox News aplaude a ameaça como sendo uma “advertência severa”. Al Jazeera destaca a rejeição iraniana, expondo o viés pró-genocídio de mídias como CNN, acusados de ignorar crimes ianque-israelenses.

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